quinta-feira, 2 de junho de 2016

Capítulo 39 - Oi, amor...

Queria dedicar esse capítulo pra Mila Amorim, leitora linda (e antiguinha) que faz aniversário amanhã. Tudo de bom pra você! 😍🎈

Depois da nossa conversa mais íntima, Bruna saiu intrigada com a "chave de coxa" e depois de um curto tempo me avisou que ele estava indo embora. Saí do quarto para me despedir. Pedi desculpas por qualquer coisa, confessei que havia amado e não deixei de convida-lo para mais vezes. 

 - Ele te adorou. - minha cunhada comentava, enquanto bebia um copo d'água, vestida com uma camisola minha. 
 - Eu gostei muito dele também. - sorri pequeno. - Pensei que você fosse com ele. 
 - Achei melhor não. 
 - Seguiu meu conselho?
 - Você vai me explicar o que é chave de coxa. - semicerrou os olhos e eu ri suavemente. 
 - Quando eu descobrir, eu te explico. 
 - Você parece triste, o que foi?
 - Seu irmão né... Tô angustiada, não gosto de brigar com ele. 
 - Logo logo ele pede desculpa. Relaxa, Tatá.
 - Não é nem isso! Ele pode pedir desculpa, mas, e se ele não mudar? Me preocupo. 
 - Isso pode atrapalhar vocês? 
 - Claro, Bru. Eu não vou largar minha profissão. 
 - Tatá, numa boa, não leva uma crise de ciúmes do meu irmão tão a sério. Ele é ciumento mesmo, aceita isso. Quantas vezes vocês brigaram no namoro por isso? Várias.
 - É justamente o que eu quero evitar! 
 - Certas coisas nunca mudam. Você tá sendo egoísta, não acha? Ele aceita todos os seus defeitos, te ama apesar de todos e nunca pediu pra você mudar. - comecei a prestar mais atenção. - Tatá, leva em consideração que vocês acabaram de sair de um triângulo conturbado. Ama ele, ok; mas fez ele sofrer muito. Sossegaram agora! Sua relação com o Felipe destruiu a autoestima e a segurança dele. Se somarmos o ciúme normal dele mais esse fato, encontraremos crises como essas. De verdade, pega leve! Ele sempre implicou com seu trabalho e você nunca gostou, eu entendo. Não quer repetir as brigas, eu entendo também. Só que ele merece um desconto depois de tudo que você fez! Se ele é inseguro, a culpa é toda sua. Ele é paranóico e chato, porém, no final das contas ele só tem medo de perder você. Isso é lindo. - me proporcionou um choque. 
 - Nossa. Eu nunca parei pra pensar nisso... - meus olhos estavam literalmente arregalados e meu queixo não literalmente no chão. Ela era uma ótima observadora e caramba, tinha razão. 
 - Ele nunca vai se abrir com você sobre isso. Ele tem vergonha! A única forma que ele encontra de demonstrar, de prevenir, é brigando com você. Responsabilizando o que ele está acostumado a implicar: sua simpatia. Quando você me contou e eu ri, foi isso que eu deduzi. Não estraga a relação que vocês lutaram tanto pra reconstruir. Enfrentaram tudo e todos pra ficarem sem se falar por bobeira? Perdendo tempo? - ergueu as sobrancelhas.
 - Você tem razão. - engoli seco. 
 - Não espera ele pedir desculpas. Liga pra ele, fala que tá com saudade. 
 - Bru, e se essa insegurança nunca passar? Eu não quero brigar com ele sempre que eu chegar de algum evento. 
 - Acho que eu tive uma ideia! 
 - Teve? 
 - Sim. - sentou no sofá e pôs o copo na mesinha. - Por que você não faz a ciumenta?
 - Eu? 
 - Você é bem mais tranquila quanto a ciúmes. Deve estar acostumada com o assédio que ele sofre e com certeza não teme que ele ao menos olhe pra outra, já que esse trouxa vive mostrando que é louco por você. 
 - Não é assim, não. Eu tenho minhas inseguranças e também meus ciúmes. - lançou-me um olhar desconfiado. - A Isabel, por exemplo. Quero bem longe dele!
 - Ah, mas é totalmente diferente. Essa mulher é louca.
 - Por ele. Louca por ele. - revirei os olhos.
 - Ok, você tem ciúmes da Isabel. Por que você não cria ciúmes de todas as outras mulheres que ele ao menos olhar? 
 - Pra quê eu vou virar uma neurótica? Chata? Pra ele me largar?
 - Pra ele provar do próprio veneno, sentir na pele como é ruim! Duvido que ele goste de viver sufocado, sob desconfianças, altamente controlado e mesmo assim, continue procurando briga com você. 
 - Caramba, Bruna! Você é genial! - pasmei, com a boca aberta e um sorriso gigante. 
 - Mas você não pode deixar ele perceber que é fingimento. Não exagera muito... 
 - Nossa, perfeito. Amei! Obrigada! 
 - Não quer ligar pra ele agora?
 - Acho melhor não...
 - Tatá! - me repreendeu, com a expressão de uma criança pidona. 
 - Amanhã eu prometo que ligo, tá? Agora vamos dormir porque eu estou cansadíssima! - levantei e ela me seguiu. Lhe desejei boa noite ainda rindo da sua ideia excêntrica. 

Luan's POV. 

Somente no palco consegui esquecer nossa briga. Depois de me despedir do meu público, o assunto voltou a me atormentar. Era só nisso que eu pensava. 

Nesse exato momento, faz 3 noites e 2 dias que não nos falávamos. Parece pouco mas para a minha saudade isso era um absurdo. Estava descansando, encarando o teto e rodando o celular entre os dedos, quando o mesmo começou a vibrar. O seu toque de chamada logo começara a se reproduzir e eu olhei a tela, desanimado. Era minha irmã. 

 - Oi. 
 - Nossa, Pi, que animação! Estava triste e sua alegria me contagiou.
 - Nem começa. 
 - Incrível como você desconta nos outros quando briga com a Tatá.
 - Como você sabe? 
 - Ela me contou. Por que está ignorando minhas ligações? Quero falar com você há tempos. 
 - Não queria conversar com ninguém. 
 - Não entendo você! Me pede ajuda com o casamento e me ignora. Garoto bipolar. 
 - Cê ligou só pra encher meu saco? 
 - Liguei pra te contar uma coisa, seu grosso. Eu tô namorando. 
 - Oi? 
 - Sim, estou namorando! 
 - Uai, com quem? 
 - Breno, seu amigo.
 - Nossa. - franzi a testa. - Legal, cara! Fico feliz por você, Piroca. Mas por que ele não me disse nada? 
 - Porque eu pedi. Não queria contar de imediato. Mamãe e papai não sabem.
 - Ah... Legal mesmo! - fiquei feliz pela minha irmã. Nunca fui o típico irmão ciumento e claro, a via sempre saindo pra festas e nunca assumindo um compromisso. Uma vez flagrei ela e um cara se comendo no sofá da minha ex casa, ainda quando eu estava sofrendo pela Tatá, sem saber da verdade. Ela ofendeu a Tatá e acabou não dando muito certo. Que bom que ela sossegou, arranjou um cara gente boa que certamente não vai decepciona-la. 
 - Antes de você eu contei pra Tatá. 
 - Contou?
 - Sim.
 - E ela?
 - Disse que eu comecei a namorar ele pra pegar o Caio e fingir que só errei de gêmeo. Tipo, me confundir sempre e ficar com os dois, na cara de pau. - não segurei minha risada.
 - Ela disse isso mesmo?
 - O que você acha? Não tinha noiva mais normalzinha pra você arranjar, não? 
 - Pensei que vocês estivessem se dando bem. 
 - Ela é louca, mas é legal. Tão legal que...
 - Que?
 - Eu queria apresentar eles e...
 - Mas eles já se viram na época que namorávamos. 
 - Foi uma coisa bem rápida, né, Pi? 
 - E aí?
 - Sugeri um jantar. Porém, não queria em um restaurante e perguntei se podia ser no seu apartamento. 
 - Você tá me pedindo permissão?
 - Não. Porque já aconteceu. Ela ficou meio receosa, mas deixou. Nós jantamos lá, algum problema? 
 - Nenhum. O apartamento agora é dela também! 
 - Ah, Pi, fala sério! Você não vai brigar nem nada? 
 - Não. - ri fraco. - Ela não quis? Você é minha irmã, ela minha mulher. Qual o problema? Agora se ele tiver levado o Caio, digamos que o trem fica feio... 
 - Só estávamos nós três, seu bobo. Fiquei triste agora!
 - Por que eu não briguei? 
 - Sim. Tinha tudo planejado! Você ficava irritado e ligava pra xingar ela.
 - Nossa, bela amiga você. Queria que eu xingasse ela pra gente brigar mais uma vez?
 - Não, né. Eu queria que você tomasse a iniciativa de ligar e acabassem conversando, se resolvendo...
 - Isso não vai acontecer, Bruna! Tanara é uma metida que acha que está sempre certa. Eu sou o errado ciumento e ela é a dona da razão. 
 - Pi...
 - Não vem defender! E daí que eu não tô correto, eu sinto ciúmes mesmo. É normal.  Ela ameaçou terminar comigo, anã! 
 - Que relação vai pra frente com desconfiança, Pi? O que tinha demais naquelas fotos? 
 - Eu não gostei. Pronto. 
 - Vai proibir ela de trabalhar?
 - Não, porque como ela diz, eu não sou o pai dela. Não posso proibir nada! Mas já falei que não admito desrespeito e vou brigar sempre... Se ela não aguentar, ela faz o que ameaçou. 
 - Você vai deixar ela terminar com você por ciúmes idiotas? 
 - Se ela terminar comigo ela só prova que nunca gostou de mim. 
 - Para com isso, Pi! Ela te ama. 
 - É porque você não está no meu lugar. 
 - Então não vai pedir desculpas mesmo né? 
 - Não devo desculpas a ninguém. Dá pra mudar de assunto?
 - Tá. E o casamento? Eu estava olhando os países...
 - Não, esse assunto também, não. Nem sei mais se vai ter casamento.
 - Pi, deixa de ser exagerado! Meu Deus! - riu. - Vocês só discutiram, não é o fim do mundo.
 - Pra ela é. 
 - Esquece o que ela disse, ela te ama, só não gosta das suas implicâncias! 
 - Que país você escolheu? 
 - Itália. Simplesmente é a cara dela! Castelos, Pi! Ela vai pirar! 
 - Você acha?
 - Aham. 
 - Mas tem validade aqui no Brasil?
 - Existem os tipos de cerimônia, né? Bom, tem a... - começou a explicar e eu ouvia atentamente. Lembram da ideia que eu tive? Tanara estava com medo de dar a notícia para a família e a ideia era simplesmente casarmos escondidos, fora do Brasil. Para isso pedi a ajuda da minha irmã e ela parecia empenhada. Ficamos longos minutos conversando sobre isso e eu estava quase convencido. Iria surpreender Tanara, mesmo que às vezes ela não mereça. Eu também tinha que analisar casas. Estava decidido a comprar uma para que pudéssemos morar assim que voltássemos de viagem, casados. Só estava em dúvida se deveria elaborar tudo com a Bruna ou pedir ajuda à Tatá. Ela não desconfiaria de nada, já que eu daria várias desculpas para termos logo a casa pronta. Sem contar que ela está ciente que casaremos rápido, no Brasil e numa cerimônia organizada por ela. Será que ela vai gostar da surpresa? Estava arriscando. 

Tanara's POV.

Estava no famoso tédio. Tinha cancelado todos os meus compromissos achando que viajaria com Luan. Única coisa que me distraía no momento era o meu blog e eu aproveitei para postar conteúdo novo. Mais um dia em que não falava com Luan e passei todo ele refletindo sobre o que Bruna havia dito. Não me agrada suas crises e muito menos ter que admitir isso, mas, talvez eu estivesse sendo egoísta mesmo. De madrugada, enquanto eu assistia alguns vídeos no SnapChat, recebi uma mensagem que despertou minha curiosidade. Era minha cunhada.

“Tatá! Preciso te contar uma coisa!”

“Oi marmita.” - fui curta.

“Breno acabou de me contar uma coisa que eu tenho certeza que você não vai gostar, mas senti que devia te falar.”

“Aconteceu alguma coisa?”

“O Pi. Parece que depois de terminar o show, os meninos combinaram uma balada e ele disse no grupo que ia encher a cara. Breno me falou e perguntou se vocês dois brigaram. Eu disse que não e ele só riu, falando que o Luan gostava de tomar umas.”

O Luan enchendo a cara? Numa balada? Eu vou matar esse garoto!

“Eu não acredito nisso. Eu vou matar seu irmão!”

“Já vai começar com o teatro de ciumenta? 👀”

“Não é por isso. Não quero ele bebendo, Bru. Ele exagera demais e isso é grave. Faz muito mal à ele, não querer ser viúva tão nova!”

“É verdade. Eu não vou me meter, ele vai me repreender e dizer que eu não tenho nada a ver com isso...”

“Ah, mas eu vou! Falo já contigo, vou ligar pra esse teimoso.”

Saí do WhatsApp e em instantes estava digitando o número dele. Tocou uma, duas, três vezes até ele atender. 

 - Alô. - o cara de pau disse na maior tranquilidade. 
 - Oi, Luan Rafael. Posso saber onde você está? 
 - No hotel, por quê? 
 - Você não tem vergonha de mentir, não? 
 - Por que eu estaria mentindo? 
 - Porque na verdade você tá numa balada, prestes a se embriagar. 
 - Hã? Cê tá doida, muié?
 - Não seja cínico. 
 - Eu tô no hotel, não estou mentindo. Quer o quê? Uma foto? De onde você tirou isso?
 - Luan...
 - Tô deitado, Tanara. Não preciso inventar nada! Vê se escuta algum barulho de festa...
 - É que a Bruna me falou e...
 - Você acreditou na Bruna? - suspirou. 
 - Por que ela te caluniaria?
 - Porque hoje mais cedo ela ligou e me contou que está namorando e que o Breno jantou com vocês. Ficou triste por eu não ter achado ruim, já que o seu plano era eu te ligar irritado pra reclamar. 
 - Ah, marmita! Qual o intuito disso? Fazer a gente brigar de novo? Ela está voltando a ser a antiga Bruna?
 - Não. O intuito é exatamente o contrário, ela quer que nós façamos as pazes. - falou mais baixo e eu fiquei sem graça. - A gente ligando um pro outro pra brigar acabaríamos nos falando, coisa que não acontece há três, quatro dias. 
 - Ela te contou do Breno? - mudei de assunto. Como era bom ouvir sua voz novamente! Exagerada, né? Não foi nem uma semana direito, mas, o coração já estava apertado. 
 - Contou. Tomara que eles deem certo juntos, são duas pessoas boas, merecem. 
 - A gente jantou aqui... Eu não perguntei pra você porque...
 - Porque estava evitando o paranóico? Como é mesmo, hein? Se eu não mudar...
 - Dá pra você parar? Que saco. Eu só falei verdades! Um relacionamento não sobrevive diante tantas desconfianças. 
 - Eu não vou falar mais sobre isso. Não vou pedir desculpas como você acha que eu devo pedir. Não acho que eu estou errado e dessa vez não vou fingir que estou só para te agradar! 
 - Não existe certo ou errado!
 - Existe, Tanara! Com você sempre existe! 
 - Eu só não gostei das suas insinuações. - respirei fundo, lembrando do que Bruna havia me falado. 
 - Não gostei de você ter me ameaçado, de ter ordenado que eu mude, não gostei do seu jeito com aquele cara na porra daquele evento... Quer mais? - ele está inseguro, Tanara. Magoado. Não seja egoísta. Com o tempo você vai passar confiança e ele vai parar com isso. Não insista que não faz sentido o que ele deduziu porque ele não tem culpa. Você o machucou, você plantou isso dentro dele. Não prolongue essa briga. Não seja egoísta!
 - Eu tô com saudade. - falei manhosa e ele ficou calado. Acabara de o cortar, era pro nosso bem. Precisávamos deixar essa briga de lado! Esquecer o fato. - Não tem graça ficar aqui sem você. - ele respirou fundo, como se não entendesse. Se eu estivesse no lugar dele também não entenderia... 
 - Ué...- falou mais calmo e eu sorri, já era um avanço. 
 - Vamos esquecer essa discussão, amor. Não vai nos levar a nada!
 - O que aconteceu com você? Não vai defender seu ponto de vista? 
 - Por favor? Não fala mais disso. - disse com dengo e ele suspirou derrotado. 
 - Tudo bem. - Yes! - Como foi o jantar de vocês?
 - Ótimo. Ele é muito legal, faltou só você aqui. 
 - Amanhã eu tô chegando; quer dizer, mais tarde. Tenho show no Citibank! Sabe, né?
 - Nossa, amor, eu esqueci completamente. Meu Deus, com que roupa eu vou? Espera, eu vou, né? Ou você acha melhor não? Não assumimos nada ainda... 
 - Claro que você vai. Até parece! Assumimos muita coisa. Fotos no Instagram, não conta? Te apresentar pra minha família inteira não conta?
 - Só nossas famílias sabem, amor. As fãs só deduzem, nem você e nem a sua assessoria afirmou nada.
 - Ainda não é hora. 
 - Nossa, de repente já noivamos. Disso nem nossas famílias sabem! Só a Bruna, né? Minhas amigas vão me matar. - ri e ele também. - Meu bem, vamos ser apedrejados.
 - Continua com medo? Anunciamos assim que você se sentir à vontade. Tudo no seu tempo. Sobre minha carreira, não se preocupe. Eu não me preocupo mais. No dia que você quiser que todos saibam, será o dia que todos vão saber. Da forma que você quiser, do jeito que te deixar mais feliz. - sorri boba, podia apostar que meus olhos brilhavam. 
 - Você é incrível, sabia? Te amo muito! 
 - Sabia! Inclusive também me amo. 
 - Ridículo. - riu convencido. - Amor.
 - Hum?
 - Você não tá falando muito do casamento. Tá desanimado?
 - Não, claro que não. Tá corrido, né? Vem turnê nova, estou trabalhando muito. Prefiro deixar tudo nas suas mãos! 
 - Ah, sim! Você gosta da ideia de casarmos numa praia? 
 - Gosto, minha linda. - concordou. Tadinho, concordou! Por que 'tadinho'? Oras, porque concordando ele me incentivou a passar mais de uma hora falando dos detalhes de um casamento. Ele só concordava, arrisco o palpite que estava quase dormindo com o tamanho da minha chatice. Mas meu amor era tão lindo, que quando eu perguntava se ele não estava gostando do assunto, ele falava que estava, sim, gostando. Graças a Deus, me toquei e deixei-o dormir. Insistiu que não estava cansado, claramente subestimando meus conhecimentos sobre ele. Nos despedimos e fomos descansar. 

Mesmo indo dormir tarde, tentei não acordar tão tarde. A primeira coisa que fiz foi ligar para minha cunhada. Não. Primeiro eu tomei café da manhã, então a ligação se torna a segunda coisa. A agradeci pela mentirinha (já que nos ajudou) e ela, descarada, riu. Depois a chamei para irmos pro salão. Queria estar linda! Era o primeiro show que eu iria depois que nos reencontramos. Faz literalmente anos que eu não o via cantar para uma multidão, que eu não sentia essa energia. Ela aceitou meu convite e nós fomos. Enquanto éramos super bem tratadas, eu já pensava no look. Não me maquiei lá, apenas fiz cabelo e unha. Saímos de tardinha e sim, nossos cabelos ficaram lindos! Eu estava sem carro (ainda) e ela me deixou em casa. Entrei e fui direto pra cozinha. Minha garganta implorava por água e eu precisava satisfazê-la. Antes de entrar no quarto, levei um susto! Fui pega por trás. Preocupada em me embelezar acabei esquecendo da chegada do meu amor. Virei surpreendida. Com um sorriso de orelha a orelha o abracei forte, que ria numa leveza de menino travesso. 

 - Eu esqueci que você ia chegar, amor. - beijava seu pescoço. 
 - Nossa, obrigado. 
 - Ai, não faz drama, vai. - mordi sua clavícula. - Não vai perguntar onde eu tava? 
 - Não. Porque eu sei. Perguntei a Bruna e ela me mandou uma foto. Uma anãzinha muito linda fazendo o cabelo. 
 - Chato! Então ela sabia e não me lembrou?
 - Sim. - riu, alisando meu rosto. 
 - Sem graça vocês dois.
 - Sem graça nada. - apertou minha bunda e atacou minha boca, respectivamente. Foi me arrastando pro quarto, enquanto eu resmungava, abismada com sua urgência. 
 - Luan Rafael! Meu cabelo! Meu Deus! Menino! Para! - protestei, antes que ele me deitasse na cama e estragasse tudo que eu tinha acabado de fazer. Ele parou e me olhou com cara de cachorro abandonado. 
 - Não faz assim, amor. - falou baixo, chateado/dengoso. Me deu até dó. 
 - Olha meu cabelo, amor! Vai estragar, entende? - revirou os olhos. - Deixa eu te falar... - alisei seu rosto e deixei minha boca e seu ouvido numa distância de milímetros. Em seguida, sussurrei: mais tarde, depois do show, você bagunça ele do jeito que você quiser. 

Tentei ser um pouco sexy, provocadora e... acho que deu certo! Ele deu uma risadinha instigada e eu mordi sua orelha. 

 - Cê começa 'procê' ver como eu bagunço ele agora e esqueço de show, de tudo. - se afastou, dobrando o pescoço.
 - Você não vai nem me elogiar, amor?
 - Tá linda! Linda demais! 
 - Obrigada. - agradeci, fazendo um carão. Ele riu, bobo. - Agora só preciso ver a roupa...
 - Ai, meu Deus! - se jogou na cama, com a expressão entediada.
 - Shiu, Luan! Shiu! - o repreendi, indo olhar minhas roupas. 


                                   • 


 - Amor, eu vou ficar com a Tia Zete e a Bruna, tá? - falei, sorrindo de lado. Estávamos no seu camarim e muitos me olhavam estranho. Claro, eram simpáticos e educados. Eu sabia que seria assim! Depois de anos eu estava novamente nos bastidores do seu show e todos deviam ter curiosidade de saber como nos envolvemos tão rápido, meio de repente. Marizete, Amarildo e Bruna estavam aqui também, mas saíram há um tempinho. Luan já atendeu os fãs e agora fazia todo aquele ritual de preparação. 

 - Não, amor. Fica aqui. - segurou minha mão e beijei seu rosto. - Você tá me trocando por eles. - fez bico, enquanto Silvana arrumava seu cabelo. Ela sorriu discretamente, como se achasse fofo. 
 - Já te atrapalhei demais. 
 - Me atrapalhou em quê? Para disso, muié. Cê tá quieta, isso sim! Xumba tava aqui e ao invés de ficar conversando, ficou calada, só observando. Depois que eles saíram então... 
 - Fazia muito tempo que eu não via tudo isso, amor. Tô lembrando dos velhos tempos! Não posso ficar nostálgica? 
 - Cê tá vê vendo né Sisil? Essa muié faz de tudo pra não ficar debaixo das minhas vistas. Quê que cê acha de um absurdo desse?
 - Ah, eu não acho nada. - ela riu e eu também, enquanto negava de olhos semicerrados. 
 - Já vou, meu bem. - beijei seu olho e como eu me curvei, senti sua mão puxando meu macaquinho. Obviamente para não aparecer minha bunda. Claro que ele não era curto assim, mas sabe como o Luan Rafael é, né? 
 - Cê num vai nem assistir o show do palco?
 - Vou assistir com a sua mãe. 
 - Tá. - selou meus lábios rapidamente e eu saí. Silvana nos olhava encantada e deduzi que ela comentaria com ele algo sobre mim depois que eu saísse. 

Fui ao encontro de Tia Zete e ela se assustou ao me ver. Pensou que eu ficaria lá até o show começar, ou até mesmo terminar (se eu fosse assistir do palco). Tinha algumas fãs chamando pela Bruna, o lugar que estávamos era visível. Obviamente eu e Tia Zete não pudemos trocar muitas palavras, logo começamos a ser chamadas também. Ouvi várias coisas do tipo "vocês estão juntos mesmo?" e só confirmava, assentindo com a cabeça e um sorriso gigante. Estávamos numa plataforma acima delas e por isso não deu para nos falarmos direito e nem tirar fotos. Mas acenei, mandei beijo pra quem me chamava e tentei responder tudo que eu entendia. 

Tia Zete me chamou para um canto onde pudéssemos sentar e eu lhe acompanhei. Seu Amarildo não estava por perto e ela disse que ele foi em algum lugar que eu não entendi, mas sem demora estaria de volta para prestigiar o show do filho ao lado da esposa. Como sentei, aproveitei para editar a foto que havia tirado no camarim. Uma coisa bem leve! Postei em seguida.

tataccioly Nostalgia define minha noite. Depois de anos voltar a assistir o show do meu amor, sentir toda essa vibração... É muito incrível. Obrigada de verdade por todo esse carinho que vocês têm por ele, é mágico, lindo, uma benção! E assim, eu fico menos preocupada. Vocês cuidam por todo cantinho que ele passar e eu cuido de cá, tá bem? 😘 Ele merece muito! 🙏🏼 Bom show, meu amor! Muito feliz em poder te aplaudir novamente. Você é o melhor do mundo! ❤️ @luansantana.  


A foto se enchia de curtidas e comentários a cada milésimo e obviamente, tinha de variados jeitos. Preferi não ficar olhando! Fui pro feed e me deparei com uma publicação de Bruna. 

brusantanareal @raqueldequeirozoficial 📷@roberlelis


Logo depois, de Priscila. 

lunara OLHA A SEGUNDA MARAVILHOSA NO SHOW DO BROTHER! 😱 Que linda, Bubuzinha! 😍 E essa saia? 👏🏼 Arrasou mesmo, viada. 💁🏻 Close certíssimo! Já quero o look da primeira maravilhosa. Não te faz de doida e posta logo, Tanara Accioly! 😠 @brusantanareal @tataccioly   


Curti as duas fotos e bloqueei o celular.

 - É verdade que vocês estão morando juntos, Tatá? - Zete perguntou e eu gelei. 
 - Tia... - gaguejei. 
 - Não precisa ter medo! Eu sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Conheço meu filho, depois de tudo isso, Luanzinho não esperaria um casamento. 
 - Ele me convidou e eu não estava me sentindo muito bem na casa da minha mãe. Meu lugar sempre foi em Fortaleza, com a minha vó... Em 2014 eu morei com ela, mas sei lá, era diferente. Sem contar que todos estavam estranhos comigo por estar com o Luan, a senhora deve imaginar. 
 - Nós mães sabemos de tudo, minha filha. Vocês enganam aos outros com essa história que ficaram juntos só depois que você terminou com o Felipe, à nós, não. Aliás, nem aos outros vocês enganam. Tudo aconteceu muito rápido, não souberam disfarçar. 
 - Tia, eu... - abaixei a cabeça, envergonhada. Minha sogra sabia que eu fiz o filho dela de amante, meu Deus! 
 - Não precisa ter vergonha. Eu sei reconhecer de longe um amor verdadeiro e bom, vocês são um desses casos. Amores assim, verdadeiros, fortes, às vezes exigem loucuras. Vocês fizeram a de vocês. Provaram que é pra valer e, nossa - suspirou, com um sorrisinho. - preciso confessar que não imagino meu filho se submetendo a isso. Muito menos você, mocinha! 
 - Foram as circunstâncias, tia... Não pensa mal de mim. 
 - Claro que não! - pegou na minha mão. - Foi e está sendo muito bonito. Estão enfrentando tudo e é assim mesmo, meu amor! Opinião dos outros não é e nunca foi combustível pra ninguém. Não nos leva a nada, ou melhor, leva: pro fundo se deixarmos. Existe caso melhor do que o do próprio Luanzinho? Muitos falavam que ele não ia conseguir e bom... Olha esse Citibank, lotado, desde sempre. Olha seu namorado, com 10 anos de carreira, prestes a completar 11 e conquistando sempre mais! Não ligue para nada, só viva sua romance, aproveite! 
 - A senhora é a melhor, tia. - lhe olhei totalmente tocada com todas suas palavras. 
 - Se você me prometer que vai fazer meu filho feliz e que vai ser também, tem o meu apoio eterno. 
 - É só isso que eu quero. Ser feliz com ele como a senhora é com o Seu Amarildo. - sorri emocionada e ela me puxou para um abraço, com o mesmo sorriso, com o mesmo brilho nos olhos. - Tia. - encarei o chão meio sem graça. 
 - Hum? - me olhou. 
 - Nós não somos mais namorados...
 - Como assim, menina? - arregalou os olhos. 
 - Nós somos noivos. - balbuciei e ela ficou boquiaberta.
 - Luanzinho... - tentava se pronunciar. 
 - Me pediu em casamento. - ri do seu espanto. 
 - Ah, meu Deus! Parabéns, minha filha! - me abraçou de novo, animada e assustada, enquanto eu ria. - Toda sorte do mundo pra vocês! Meu bebê noivando, não acredito. - pegou nas minhas mãos, à procura do anel. - Cadê o anel? Ele te deu anel, não deu? 
 - Eu achei melhor não trazer. Podiam ver, gerar especulações... As únicas que sabem até agora é a senhora e a Bruna. 
 - Sua mãe vai ficar chateada.
 - Eu vou contar pra ela! Aliás, quando eu me sentir bem, Loli disse que eu podia contar pra todos, da forma que eu preferir. 
 - Ele é incrível! Mas casamento agora não, né? Olha, você cuida bem do meu filho! 
 - Pode deixar. - assenti, com firmeza. - E sobre o casamento... ele quer casar rápido.
 - Menino agoniado! Nunca foi assim! 
 - Nós também decidimos que não casaremos no religioso agora. Primeiro uma coisa mais simples...
 - Eu não acredito nisso! Não, não vou deixar. Luanzinho sempre quis casar na igreja, Tatá! - parecia decepcionada e eu só sabia rir. 
 - Mas nós vamos casar na igreja, só que depois. Ainda estamos resolvendo. Queremos rápido, mas nem tão rápido assim... Tem muito tempo para decidirmos! 
 - Vou ter uma conversa séria com ele! - negava, inconformada. Tia Zete e Seu Amarildo casaram na igreja, depois de 4 anos de namoro/noivado. Era super normal ela estranhar o modo que as coisas estavam acontecendo com a gente. Estavam sendo diferentes, praticamente o contrário... Mas o sentimento, sem dúvidas, era o mesmo. 

Luan's POV. 

Citibank Hall SP lotou e foi mais um show impecável. Saber que Tatá assistia tudo, com o seu lado fã, toda linda, me estimulou a dar o meu melhor. Senti que precisava ser superar todos os "Luan Santana" em shows dos últimos anos (sim, os que ficamos separados). Então me esforcei e creio que consegui realizar o que meu coração apaixonado pedia. Minha família foi me parabenizar e ela praticamente pulou nos meus braços. Estava mais feliz do que mais cedo. Será que era efeito do show? Uma mistura de emoção, nostalgia, felicidade, seu jeito de menina...

 - Meu amor, você foi incrível! - beijou meu rosto. - Nossa, que saudade eu tava disso. 
 - Que bom que gostou. - sorria, percebendo os olhares sobre nós. 
 - Foi lindo mesmo, Pi. Parabéns! - Piroca falou sorridente. 
 - Valeu, Piroca! 
 - Luan. - meu pai me repreendeu e Tatá riu, com a cabeça encostada no meu ombro. - Foi bom mesmo, bicho. - me elogiou, com seu jeitão. 
 - Antes de elogiar você, meu amor, tenho que admitir que não gosto da ideia de virar sogra... Olha aí, não larga você, como vou te abraçar? 
 - Uia. - ergui as sobrancelhas. 
 - Ai tia, credo. Queria ter uma sogra que gostasse de mim! - Tatá se afastou imediatamente e minha mãe me abraçou, rindo e falando a mesma coisa que eu acabara de ouvir dos três, só que baixinho. 
 - Tô brincando sua boba! - me soltou e foi abraçá-la também. 

Ficamos naquele momento gostoso e meu pai nem parecia o mesmo que se declarou contra nós dois naquele dia. Acho que por estar na frente dela, ele estava disfarçando. Ou simplesmente viu que nossa relação em nada me prejudicou. Melhor, percebeu que não adiantaria continuar se opondo, já que estávamos decididos a ficar juntos a pesar de qualquer coisa, apesar de qualquer um. Xumba sugeriu que pedíssemos comida em um restaurante e fôssemos para a sua casa. O que eu queria mesmo era ir pro nosso apartamento e... (impróprio citar isso nesse parágrafo tão família). Porém, todos gostaram da ideia e eu não queria desapontar nenhum. Aceitei. Fomos. Jantamos e eu me senti muito bem. Parecia finamente em família... Minha família! Bruna contou para os nossos pais que estava namorando e eles reagiram como sempre foram, calmos. Minha mãe tinha um pouco mais de ciúme dela, se preocupava muito; mas, conhecia Breno e no fundo sabia o que Bruna já aprontou, sabia que ela tinha noção de tudo que fazia, sabia que ela sabia se cuidar. A notícia ainda melhorou para eles quando a perceberam radiante. Mone só pediu que ela o levasse para se apresentar 'oficialmente' como namorado e ela ficou sem graça, enquanto Tatá ria. 

 - Eles estão felizes, amor. - Tatá comentava baixinho no meu ouvido. Estávamos isolados no sofá por alguns minutos. 
 - Meus pais?
 - Uhum. - assentiu. 
 - Por que cê tá falando isso agora? - riu. 
 - Porque eu tô vendo. Eles estão bem, aliviados... vendo os dois filhos bem. 
 - Ah, entendi. É verdade, né? Bruna se aquietou, a gente também...
 - Sim. - riu. - Amor... - dedilhou sobre meu peitoral. - Eu contei pra sua mãe que estamos noivos.
 - Sério?
 - Acha que fiz mal? 
 - Não... 
 - Ela ficou tão feliz, amor. Me senti bem melhor tendo mais o apoio dela. Tia Zete sempre foi especial e me disse umas coisas maravilhosas. 
 - Então você fez certo, uai. Xumba é demais mesmo. 
 - Ela só ficou chateada com o que decidimos.
 - O quê?
 - Não casar na igreja. 
 - Vish...
 - Se prepara porque você vai ouvir. - rimos sincronizados. 
 - Eu dobro a véia. 
 - Deixa ela saber que você falou assim dela! 
 - De quem vocês estão falando, seus fofoqueiros? Olha eu não esqueço o que vocês faziam com as minhas amigas. - Bruna se intrometeu, sentando perto da gente. 
 - Lá vem a marmita. 
 - Como você se sente depois de perder o posto de maravilhosa da Priscila? 
 - Hã?
 - Ela me chamou de maravilhosa, querida. Olha aí! - entraram em um dialeto e eu sem ter o que falar, só passava a mão no cabelo. Tatá pegou o celular e foi direto pro perfil do seu fã clube preferido. Ficou olhando as publicações atrás de entender o que minha irmã havia dito. 

 - Amor, olha nós três! - virou a tela pra mim e eu vi as três mulheres da minha vida. 

lunara QUE COISA LINDA! 😍😵 ESTOU COM ABALADA DEPOIS DESSA FOTO! 💥 As três mulheres do cantor (Laurinha não se ofenda)!!!!!!!!!!!! 👸🏻x3😭 É muito lacre pra uma foto só, toda me tremendo. ❤️❤️❤️ Elas estavam falando com as fãs. MARAVILHOSAS, né? Boa noite para as shippers e para as que não apoiam lunara, só noite mesmo. 😊 ACEITA ELA QUE ELES ESTÃO JUNTOS, SIIIIIIM! E se reclamarem muito, vão noivar amanhã e casar depois da manhã. 👰🏻💍 AHHHHHHH, os looks estão BAPHO real oficial! As Santanas lacraram! 💅🏼 @brusantanareal @tataccioly 


Eu e o Tatá nos entreolhamos e rimos. Essa menina sabia divertir qualquer um com essas legendas loucas. Tatá passou para a outra foto, que era da minha mãe. 

lunara Olha a tia toda trabalhada na elegância, simpatia, beleza... Desde que conheceu Seu Amarildo essa mulher só sabe lacrar! Plena! 👸🏻 Ensina p nois, sogrinha! 🙋🏻 Faz Instagram e posta os look do dia! 📷


lunara Mais uma da segunda maravilhosa no Citibank hoje! 💃🏻 Choro lágrimas de sangue de tanto recalque. 😓 Não dói o rosto desprovido dessa beleza, e sim, a alma. RIP AUTOESTIMA DA PRISCILA! ⚫️ @brusantanareal 


 - Ah, nem vem. Ela disse que você era a maravilhosa dois! A segunda! Não perdi meu lugar. - Tatá retrucou minha irmã, que mostrou a língua. Em seguida colocou em mais uma. 

lunara Pra finalizar, cunhadinhas tirando fotos com os fãs! (sim, elas pararam pra atender). 👭💗📸 Mas é aquele ditado né: quem nasce pra divar em todos os aspectos é outra coisa. MARAVILHOSAS!!!!!! 💥 Aceitem elas!!!!!!! 💥 Eu to é abaixo do chão depois desse dia. ⚰  E A DECLARAÇÃOZINHA DA TATA NA LEGENDA? CUIDEM DELE DAI, QUE EU CUIDO DAQUI. MUITO AMOR!!!!!!!!!! ❤️ Porém, quero fotinha lunara. 😾 CADÊ? Ô casalzinho ingrato! Nem pra pensar na felicidade que a bichinha da Priscila ficaria ao ver uma pic dos dois juntos? Acabou a amizade, me deem um unfollow por favor. QUERO COLEGAGENS SINCERAS E RECÍPROCAS! Boa noite manas, fiquem com Deus! IA ESQUECENDO: BUBUZINHA CURTIU A FOTO QUE EU POSTEI. Muito amor real oficial! 😍 Agora tchau mesmo. @luansantana @tataccioly @brusantanareal 


Tatá curtiu todas. Depois eu também curtiria, isso era o mínimo do que Priscila merecia. 

 - Curte minha foto, Tatá.
 - Tá vendo? A famosinha mendigando like? - mas essas duas gostavam de implicar! 
 - Cala a boca e curte logo! 
 - Pensa que manda em alguma coisa aqui. - Tatá resmungou, clicando no user da Bruna e curtindo a última foto. Dava pra entender? 

brusantanareal Encantada com essa saia @raqueldequeirozoficial que eu usei hoje no Citibank 💙💜



                                    •

Fomos pra casa um pouco tarde e não deixamos nossa noite passar em branco (se é que me entendem). Eu agora era um homem totalmente realizado! Infelizmente não obtive folga esticada. Tive que voltar pros meus compromissos e o de hoje era gravar o Domingão do Faustão. Por sorte, era em São Paulo mesmo. Convidei Tatá e ela achou melhor não. Disse que estava se sentindo afastada da mãe e não gostava disso. Ou seja, antes de ir pro projac, a deixei na minha sogra. Se despediu me dando um beijo delicioso e disse que não iria perder nenhum segundo da minha participação. Já havia passado o som e decidido minha entrada e enquanto esperava a hora certa de entrar, fiquei no camarim deslizando as fotos no meu Instagram. 

lunara O cantor hoje chegando no projac! Parece que a maravilhosa não o acompanhou. Já quero estrondar o volume da tv, arrasa meu lindo! 🙅🏻 @luansantana 


Quando essa hora chegou, dei os últimos retoques e fui em direção ao cenário. Fausto me anunciou e eu entrei cantando minha música de trabalho. Depois nos cumprimentamos, cumprimentei a plateia e houve toda aquela gritaria. Ele começou a falar as mesmas coisas, os elogios de sempre. Eu sorria, agradecendo. Pediu que eu cantasse mais algumas músicas e eu fui surpreendido quando ele revelou que eu estava participando do arquivo confidencial. Realmente não imaginava, pensei que seria como das outras vezes: só cantar. O meu último (e primeiro) foi em 2013. Ano que conheci minha Pikitinha! Os depoimentos começaram e pessoas que eu nunca imaginaria, falaram. Todos que fazem ou já fizeram parte da minha vida, que são ou foram essenciais, especiais... Menos Tatá. Estava conformado que ela não falaria, até porque não tinha lógica e certamente faltaria coragem nela! Minha filha, Laurinha, também me homenageou. Me emocionei em algumas partes mas logo limpei as lágrimas e voltei a sorrir... Tinha acabado de comentar o último vídeo que passara e Faustão foi rápido:

 - E ó quem fala dele agora! - apontou e quando a pessoa apareceu, eu sorri involuntariamente. Superando minhas expectativas, Tatá também participaria. Estava ali, pronta pra acabar comigo em rede nacional. Vindo dela eu não esperava mesmo! 

 - Oi, amor... - sorriu lindamente. Puta merda! Como estava linda, como era minha essa menina. Fiquei atento, sem desfazer meu sorriso. Meu coração já batia forte, eu sabia que vinha trem brabo. Ela sabia aflorar minhas emoções mais do que qualquer um, de uma forma completamente única. 

Oi, meus amores! Tudo bem? Vou começar falando das reclamações de vocês! 💣 No capítulo anterior eu disse que 'havia boatos' que teria outro capítulo no mesmo dia. 🌚 Gente, eu não prometo porque eu me conheço. 😕 Não quero frustrar ninguém com essa história de prometer e não cumprir. Se eu falei 'boatos', se eu brinquei com essa palavra, é porque eu não tinha certeza. E sim, de fato, acabou não dando certo. Eu viajei no feriado e não consigo escrever viajando. Tenho muita vontade de postar todos os dias e tal... (juro, não pensem nunca que minha demora é má de vontade ou descaso) "Então o que te impede baranga? Mentirosa, enrolona!" Meu problema sou eu mesma. Tenho tempo, saúde, meios... Só que, eu sou uma pessoa altamente desfocada. 😂 Eu tenho a ideia e não escrevo, vou fazer qualquer outra coisa. Aí os capítulos funcionam assim: escrevo um pouco, me distraio com a parede e paro. To muito empolgada? Escrevo, escrevo, escrevo > sono. Durmo. Segue o ciclo! Falando em clico, NÃO DISSE O QUÊ! 💁🏻 Deixa em off enton... 😬 Eu pensei em preparar alguns capítulos e ando melhorando muito quanto ao foco. Vou tentar a partir de agora, então, torçam! Porque ideia tenho até demais (me perco nas minha bagunça interna, quem nunca?). Capítulo gigantão, porque vocês merecem! 💓 Muitas coisitas e tchanram, Tatá invadiu o arquivo confidencial do boy. O que será que ela vai dizer? Hum, façam suas apostas! Tentarei voltar logo, seriããão! Beijos, até mais e fiquem com Deus. 🙏🏼 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Capítulo 38.2 - Uma paixão assim, Deus vai abençoar, e os anjos vão cantar, em todas as canções... E o nosso amor será, o amor maior, de todas as paixões.

Tanara's POV. 

O evento havia sido maravilhoso! Muita gente compareceu, ficou lotado e cheio de carinho. Morri de amores! Quando acabou eu me apressei para voltar pra casa, devido à minha viagem. Se eu me atrasasse Luan me encheria até o nosso aniversário de casamento. Ok, sem exageros! 

 - Oi, amor. - me aproximei. - Os meninos estão perto? Vou só trocar de sapato e ver se não esqueci nada... - ia passando por ele e tentei lhe dar um selinho, o que não aconteceu já que ele desviou. Por que ele desviou? Eu não me atrasei, atrasei? 
 - Foi bom lá? - perguntou, com um tom diferente. Sorri desentendida. Parecia ironia... O que houve com o meu noivo? 
 - Foi ótimo, amor. - ergui as sobrancelhas,  estranhando e ainda mostrando meus dentes. 
 - Imagino! - se afastou, indo em direção à sala. Eu o segui. Afinal, estava muito esquisito. - Vi suas fotos, seu sorriso mostrou o quanto você estava adorando. 
 - Pois é, amor! - me empolguei em contá-lo detalhes, enquanto novamente tentava uma aproximação. Porém, antes mesmo que eu começasse a falar, ele me cortou. 
 - Por que não me contou que o Caio Castro estava lá? - sua expressão agora era séria. Eu acho que estou começando a entender. Suspiro pesado. 
 - Porque você não perguntou quem estaria lá. O que isso importa? 
 - Pra mim? Muita coisa! Você mentiu, Tanara. 
 - Eu menti, Luan? Eu só não contei quem estaria lá. Agora você já sabe, não é?! Rafa Brites, Thassia Naves e...
 - E o Caio Castro. - enfatizou. 
 - Qual o problema em eu não ter contado? O que tem a ver? 
 - Tem a ver que eu não gostei de você ter escondido isso. Mesmo que eu não tenha perguntado, era pra ter falado. "Amor, fulano vai tá lá também..." Qualquer coisa, mas avisasse. 
 - Se fosse só as meninas você não estaria reclamando da minha omissão, não é?! - perguntei retoricamente. Cheguei à conclusão. Ele desviou o olhar, revirando-os. - Eu não acredito que você tá fazendo isso. - fui para o quarto tirar o sapato que estava me matando, já chateada com a sua atitude. 
 - Eu não estou fazendo nada. - senti ele me seguindo. - Odeio quando você mente pra mim.
 - Eu não menti. Você é meu noivo, não meu pai. Aliás, nem na minha adolescência minha mãe me cobrava isso com tanta rigidez. - sentei na sua cama e tirei os sapatos. Que alívio. 
 - Você me deve satisfação. 
 - Devo, em partes. Não contei, ok. Mas você não viu todas as fotos? Sua reclamação não tem lógica. 
 - Acontece que ainda não cheguei aonde realmente me interessa. Vou reclamar de outra coisa! - parou na porta, me encarando de braços cruzados. Eu o olhei, esperando sua crítica. - Você me desrespeitou, Tanara! 
 - Hã? Você tá louco?
 - Desrespeitou, sim! Abraçando ele, tirando fotos com os maiores sorrisos do mundo. Ele do mesmo jeito. Você é noiva! É minha noiva! 
 - Meu Deus, eu estava trabalhando! - deixei transparecer minha indignação com a sua acusação. 
 - Eu não gostei! Todo mundo que tenha visto aquilo, deve estar me chamando de trouxa. 
 - O que têm demais naquelas fotos, Luan? Me fala. - também cruzei os braços e ele bufou, passando a mão no cabelo. 
 - Mãoszinhas, sorrisinhos... Não se faz de desentendida! 
 - É o meu jeito! 
 - Jeito exagerado! Simpatia exagerada! - mereço. Não é a primeira vez que o Luan implica com isso. Ele sempre achou 'minha simpatia' um excesso. Irritava-o e ele acabava me chateando. Como? Sempre eram deduções maldosas, claramente ele dizia que aquilo era atitude de uma oferecida. Sempre me magoava. Dessa vez não foi diferente! 
 - Luan, de novo? - perguntei derrotada. 
 - De novo o quê, Tanara? Você errada? 
 - Olha, eu vou ser curta e grossa porque não estou a fim de discussão. Durante todo o nosso namoro você implicou com a minha postura. Minha simpatia não significa que eu esteja dando mole para ninguém, é só o meu jeito. Pior, é o meu trabalho! Eu estava em um evento, eu tinha obrigação de ser agradável com todos, eles foram justamente para me ver. Eu tinha que ser mais simpática do que eu já sou normalmente! 
 - Durante todo o nosso namoro também houve o fato de você nunca tirar o nome desse cara da boca. Eu vi, Tanara! Eu não implico com sua simpatia...
 - Implica sim, hipócrita!
 - Às vezes...
 - Sempre...
 - Em certos momentos ela é totalmente desnecessária.
 - Sempre que eu a uso com homens, não são esses os certos momentos? - ele virou-se de costas, negando com a cabeça. - Já estamos juntos há tanto tempo, Luan. Por que você não muda?
 - Por que você não muda? - enfatizou o 'você' e me encarou. Respirei fundo. - Numa relação mudamos pelo o outro.
 - O que é essa mudança? Uma tentativa de melhorar nossos defeitos ou os defeitos que criamos quando estamos ao lado dessa pessoa. Eu sempre fui assim, realmente é o meu jeito. Me pedir pra mudar isso é a mesma coisa que eu te pedir pra mudar sua essência. Não dá! Não tem maldade, Luan. Para de enxergar isso! 
 - Você sempre diz que não tem, que é o seu jeito, seu jeito... E sempre se esforça pra convencer os outros de totalmente o contrário. 
 - Você vai me ofender de novo? - o olhei triste. 
 - Estou falando do que vi nas fotos. Tinha as outras duas e ele só olhava pra você. Fotinha com a mãozinha na sua cintura, sorrisos satisfeitos, até nas fotos de grupo estavam um do ladinho do outro. Me poupa, né?! Por favor. 
 - Tiramos fotos juntos, sim. Mas só por tirar! Eram poses inocentes, Luan. Para com isso! Eu não sou tão linda e tão atraente pra conquistar o homem de imediato e ele só olhar pra mim. Ficarmos ao lado foi coincidência. Você está insinuando o que não houve nem pessoalmente e nem nas fotos. 
 - Você sempre foi louca por esse cara. Devia tá felizona, né?! - disse com desprezo e saiu andando. Paciência! Eu o segui, descalça. 
 - Luan...
 - Cara feio. Não sei aonde você vê beleza ali! Sou mais eu. Ele é feio. Quer ver como eu sou mais bonito? Eu vou postar uma foto perguntando e milhares de comentários vão te dizer isso. - bebeu água. Eu poderia achar fofo sua ceninha de ciúmes, mas se eu não cortasse agora, isso nos prejudicaria mais tarde. 
 - Parou? 
 - Não parei, Tanara!
 - Eu falava que ele era bonito, porque ele é...
 - Ainda assume. 
 - Mas qual mulher não sabe disso, Luan? Achar bonito eu acho qualquer um. Amar eu só amo você. 
 - Não vai me amolecer com isso. Não admito desrespeito! 
 - Você está fantasiando! E quer saber? Me esgotei! Ou cria confiança em mim... 
 - Ou o quê, Tanara? Vai ameaçar terminar comigo sempre que nós discutirmos?
 - Não! Só quando você me ofender com insinuações sem cabimento, quando me chamar de oferecida, quando ver maldade na minha maneira de ser, quando implicar com o meu trabalho... Quer mais? Uma relação não é saudável sem confiança. 
 - Eu confio em você. 
 - Tem certeza? 
 - Nunca chamei você de oferecida, até porque se eu achasse isso eu não estaria com você. 
 - Tem certeza mesmo? - ele suspirou.
 - Você diz que devemos tentar mudar o que nos prejudica, não nossas características. E aí? Você não pode mudar o seu jeito mas eu posso mudar o meu? Porque eu tenho ciúmes de você. É de mim.
 - Isso que eu vi aqui não foi um ciúme normal. - seu celular começou a tocar. - Não foi a primeira vez. Sofri isso durante os últimos meses do nosso namoro e acho que os anos que passamos separados deveriam ter nos ensinado uma lição. Está disposto a insistir no mesmo erro? Porque eu não estou. Se for pra continuar assim, eu prefiro por um fim agora. Larguei tudo por você, então acho que o justo era você largar essa insegurança misturada com machismo! Não quero ser ofendida e muito menos viver sob suas suspeitas. Não há amor que resista a isso, Luan. Atende, deve ser os meninos! Diz que já tá indo. Sozinho. Eu não vou mais! - dei as costas para ele e saí até o seu quarto. Estava muito decepcionada e perdi toda a vontade de viajar. Infelizmente eu não podia o evitar, estava na sua casa, no seu quarto... Então, só me joguei na cama e peguei o celular. Fiquei olhando meu feed, sem nenhum ânimo. 

lunara Mais #canara pra vocês!!!!!!!!!! Plenos!!!!!!!! 😍👏🏼💫


Ai, Pri! Fica brincando... Curti essa e mais algumas fotos. Depois fui para o WhatsApp e fiquei respondendo algumas mensagens até ser atrapalhada. 

 - Você não vai mesmo? Eles chegaram. - Luan apareceu na porta. Abaixei o celular e o olhei, séria. Não queria falar e acho que minha expressão foi suficiente. - Tchau, então. - suas malas já estavam na sala, então, ele só saiu. Prossegui calada. Ouvi a porta bater com força e suspirei. Será que fiz bem? Voltei para o Instagram e fui olhar as coisas que me marcavam, a maioria eram fotos de hoje. Voltei para o feed e Priscila não parava quieta, já que novamente surgiu uma postagem sua na minha tela.

lunara Vi aqui que a maravilhosa curtiu essa foto e fui stalkear porque sou dessas. Não é nada demais, mas resolvi citar. Esse é o Thiago (@thiagonarciso). Thiago tem toda a sorte do mundo e não descola das minas do Luan e do Luan. 😼 Próximo post! ps: depois nós conversaremos sobre a quantia que você vai me pagar pela propaganda aqui. 👍🏼
Atualizei até aparecer esse 'próximo post'. 

lunara Aqui está a prova, monas! AMIGO SEU LOUCO, vamos fazer uma colegagem sincera! 🙌🏼 Me leva! Me carrega! Me patriocina! Quero ser você em outras vidas! 💅🏼 Por favor? Nunca te pedi nada! 😘 #recalquereal #kero #mechamaqueeuvou @tataccioly @luansantana @brusantanareal @thiagonarciso


Curti por último e bloqueei o celular, o jogando no meio da cama logo em seguida. Abracei o travesseiro, angustiada. Não acredito que já brigamos! 

Luan's POV.

 - Ué, cadê a Tatá? - Roberval perguntou assim que eu entrei na van. 
 - Vê se tá no meu bolso. - sentei, bufando. 
 - Ih, o que te mordeu? Tá nervosinho por quê?
 - O que você acha? Brigamos, né, Testa.
 - Mas já? - arregalou os olhos. 
 - Já! Que raiva! - fechei o punho e o levei até a boca, respirando pesado. 
 - Qual o motivo? 
 - Ela foi pra um evento aí e o Caio Castro tava lá. As fotos me irritaram e nós discutimos. 
 - Ah, não, cara. Você deu crise de ciúmes? 
 - Não é ciúmes, Testa! É só não aceitar ser trouxa, não fechar os olhos para desrespeito.
 - Ou ver até demais! Nem preciso ver essas fotos pra saber que elas não têm nada demais. Tatá estava trabalhando, deveria estar agindo como sempre. Simpática, linda... Isso irrita você! O sucesso dela! 
 - Qual é, cara? Eu só quero o bem dela. 
 - Então tá se incomodando por quê?
 - Não foi o jeito dela com os outros, foi o jeito dela com ele. Olha aí as fotos! 
 - Boi, deixa de ser inseguro. Eu já vi outras brigas, em 2014, por causa disso. Você lembra? Muda! Ela te ama, ela te respeita, é só o trabalho dela! Se você for brigar com ela sempre que ela tirar foto com outro cara e estiver sorrindo, vocês vão viver numa guerra.
 - Ela adora ele.
 - Toda mulher acha esse homem bonito. Você acha muita mulher bonita, e aí? Isso te faz deixar de amar ela? Você desrespeita ela achando isso ou tirando foto com elas? Ela aceita o seu trabalho, aceita o dela também, pô! 
 - Não vem defender, não. Ela já se acha a dona da razão...
 - Dona eu não sei, mas dessa vez ela está, sim. Ela até deixou de viajar com você, boi. Já tá prejudicando vocês! Para antes que seja tarde.
 - Quanto drama, Roberval. Nós só discutimos! Eu fiquei com ciúmes mesmo, isso é normal em todas as relações. 
 - Quantos casais não se separam por esse motivo? Cê tem a viagem todinha pra refletir, aceitar que errou, resolver mudar e se redimir com ela. Vou deixar você quieto. - se calou e seguindo seu conselho, comecei a pensar em tudo que ele acabara de dizer. 

Tanara's POV.

Acordei tarde e triste. Preparei alguma coisa para me servir de café da manhã e depois fui no quarto da Laura. Fazer o quê? Pegar o meu Vevê! Nessas horas ele era a melhor companhia. Não almocei, só comi besteira. No finalzinho da tarde, Bruna me surpreendeu com uma ligação. 

 - Oi, Bruna. 
 - Oi, Tatá! Você tá perto do Pi? Eu tô tentando falar com ele mas ele não atende minhas ligações e nem responde minhas mensagens. 
 - Eu não viajei com ele.
 - Por quê? 
 - Nós discutimos, brigamos, enfim, você sabe. 
 - Ai meu Deus! Vocês dois não vão mudar nunca?
 - Nem vem, o errado foi ele. 
 - Qual o motivo?
 - Ciúmes. 
 - Ainda do Felipe? Mas ele não tinha sumido? 
 - Não, não tem nada a ver com o Felipe. Ele continua sem dar notícias! O problema agora foi o Caio Castro. 
 - Caio Castro? Hã? - contei tudo pra minha cunhada e ela pareceu se divertir com a história, já que no final dava risadas. 
 - Não entendi a graça.
 - O Pi é louco! Ele ficou com ciúmes porque você chamava o Caio de gato? Mas quem não chama aquele homem de gato? Ele é lindo.
 - Seu irmão é idiota. 
 - Ai, Tatá! - seus risos foram cessando e sua respiração voltando a normal. - Esquece logo, você sabe que ele é ciumento. 
 - Não! Não vou esquecer! Ele vai ter que se desculpar primeiro.
 - Ele não deu sinal de vida até agora? 
 - Não. Estamos sem nos falar! Mas eu vejo esse babaca online. 
 - Logo vocês se resolvem, relaxa.
 - É impressão minha ou você tá felizinha? 
 - Não posso ficar feliz?
 - Claro que pode, deve! Sendo a marmita que você é, com certeza tem macho no meio?
 - Olha, você me respeita. - riu de novo. - Ainda bem que você iniciou o assunto, eu já ia te contar mesmo. Lembra do dia que saímos com a Laura? Até que a roupa de vocês duas estavam parecidas, você postou uma foto com ela, ela gostou da flor amarela? 
 - Lembro! Lembro também que... Você me contou que estava apaixonada! 
 - Sim. Te contei que diferente do meu irmão ele não fazia nenhum esforço pela gente... 
 - Quem é? Meu Deus, verdade! A Laura nos atrapalhou e eu fiquei curiosa pra sempre. Bruna Santana! - fiquei impaciente.
 - Eu vou te contar, sua boba. Até porque nós nos resolvemos... 
 - Se resolveram? Como? Quando? Quem é?
 - Nos resolvemos há um tempinho. Decidimos tentar. Fomos ficando escondidos e bom...
 - Transformaram num namoro? É isso?
 - É! Estou namorando.
 - Own, minha nossa! Que coisa fofa! - me derreti e ela com certeza estava corada.
 - Para, Tatá. 
 - Ninguém sabe?
 - Você está sendo a primeira, se sinta especial. 
 - Sério? - ri, desacreditada. - Uau...
 - Não zoa. Nós nos aproximamos com o tempo, não é possível que você ainda me odeie. Você me odeia?
 - Deixa de besteira, eu nunca te odiei. Fiquei muito chateada, decepcionada... Mas ódio, não. Já passou, Bru! Para com isso! É só passado.
 - Você me perdoou mesmo? Porque olha, eu nunca me arrependi tanto, o perdão de vocês dois é muito importante...
 - Claro que perdoei. Você foi uma mimada, mas amadureceu, admitiu o erro e se redimiu. Se não fosse você nós dois não estaríamos noivos, não é?! Mas já chega, para todos os casos não gosto de você.
 - E nem eu de você! - riu. 
 - Conta logo, sua marmita! 
 - É o Breno, do Breno e Caio César, amigo do Pi. 
 - Mentira! - fiquei boquiaberta.
 - Verdade! 
 - Arrasou! Ele é lindo! Estou chocada. 
 - Ele é muito lindo, mas não olha muito. 
 - Ih, se enxerga garota. Eu tenho o meu amor e mesmo que não tivesse, não sou fura olho. Agora você... é muito esperta e não larga dessa vida de marmita! 
 - Como assim sua louca?
 - Ele é gêmeo, ué. Sabe aquela novela? 'Viver a vida'? Que a protagonista era a Alinne Moraes? Ela namorava um gêmeo, o Jorge, mas sempre se confundia e pegava o Miguel, o irmão. Ela sofre um acidente e acaba com o Miguel. Você tá com o Breno só pra pode pegar dois boys ao mesmo tempo e fingir que se confundiu? Caio vai ser sua próxima vítima? Incrível, você tenta sair da marmitisse mas a marmitisse não sai de você. Deixa de ser puta! - terminei de falar e ouvi sua gargalhada.
 - Vai à merda, Tanara! Eu sosseguei, tá? Me encontro apaixonada e poxa, ele tá me fazendo tão feliz. - suspirou.
 - Awn, tá amando! - zoei. - Brincadeiras à parte, te desejo toda a felicidade do mundo! Pode contar comigo sempre, tá? Já shippo Brueno. 
 - Obrigada Tatá! Que bom que eu posso contar com você, porque já estou precisando. 
 - Já aprontou?
 - Bom, você foi a primeira a saber... E... 
 - E?
 - Eu queria te apresentar ele! 
 - Sério? - sorri boba. 
 - Sim.
 - Me sentindo lisonjeada! 
 - Não se ache, Tanara! É que eu já falei de você pra ele e ele ficou animado pra te conhecer. A partir de você chegamos no Pi, nos meus pais...
 - Mas eu já conheço o Breno, ué! Já vi ele quando namorava o Luan. 
 - No máximo trocou um oi com ele. Sem contar que ele não era meu namorado, né? É diferente. 
 - Seu irmão vai levar um susto. 
 - Eu sei. Será que ele vai aprovar?
 - Acho que sim. Mas, ele não tem que aprovar nada! Lembra que não dá certo se meter no relacionamento alheio? 
 - Você disse que era passado, poxa! Não fica falando! - disse emburrada.
 - Não estou passando na sua cara, e sim te usando como exemplo. Seu irmão é maravilhoso e que eu saiba nunca foi muito ciumento com você. 
 - Mas também não está acostumado a me ver namorando.
 - Você é adulta, Bru. É da minha idade, tem direito de ser feliz! Se ele se incomodar, eu sou a primeira a cortar ele e usar o seu exemplo. Além do mais, eles são amigos, ele vai adorar.
 - Espero que meus pais também! 
 - Tá nervosinha como se fosse uma adolescente, é?
 - Ai, Tatá, não enche. Você sabe que qualquer pessoa fica receosa nessa parte. 
 - Sei sim. Meu tio e o Gabriel odiavam o Luan... Era horrível! Hoje em dia não mudou muita coisa, aliás, minha mãe que tá meio estranha... Mas passa, vai passar! Só que isso não vai acontecer com o Breno, né? Sua família é maravilhosa, não vai implicar com ele por causa de um ex ou de um amigo vítima de aposta. 
 - Hã?
 - Nada, Bru. Resumindo, vai dar tudo certo! Então, quando vai ser?
 - Que ele vai te 'conhecer'?
 - Uhum. 
 - Pode ser amanhã? 
 - Pode sim. Não tenho nenhum compromisso, pensei que ia viajar com o Luan. 
 - Tatá...
 - Oi?
 - Pode ser aí?
 - Aqui?
 - É, no apartamento do Pi. 
 - Por quê?
 - Porque é algo mais discreto, podemos conversar à vontade e eu ainda não quero que saia foto nossa. 
 - Ah, Bru... Eu não sei, né?! O apartamento é do seu irmão, não é meu...
 - Por favor, Tatá! Ele nem vai saber! E não vai ser nada demais! É pra irmã e pra mulher dele. 
 - Não sei...
 - Tatá...
 - Tudo bem. - me convenci rapidamente. - Ele não vai saber mesmo, né?! Já estamos brigados, não quero piorar isso. 
 - Claro que não! Amanhã então?
 - Só tem um problema: eu não sei cozinhar. 
 - Amanhã eu passo o dia aí e nós pedimos a comida. Aí, se ele perguntar...
 - Eu digo que foi você?
 - Por favor, Tatá. - me permiti rir.
 - Olha, o Luan sempre soube que eu só sei fazer bolo e estamos juntos. Não minta, Bubuzinha! 
 - Estamos no começo, eu preciso impressionar. Me ajuda, vai?
 - Tudo bem, sua bruxa. Fica tranquila, você que vai preparar tudo amanhã! 
 - Ótimo! Obrigada mesmo, sua chata! Até amanhã.
 - Não vem cedo porque eu não obrigada a acordar só pra te receber.
 - Só por causa disso eu vou chegar seis horas.
 - Marmita!
 - Tchau! - desliguei, rindo e negando. 

                                ••• 

 - Bruna, a campainha tocou! Acho que é ele! - corri para avisa-la, enquanto ela se perfumava na frente do espelho. 
 - Estou bem? - me encarou nervosa. 
 - Tá linda, boba! A mesa já tá toda pronta. 
 - Não vamos jantar agora... 
 - Ofereço o vinho que compramos? 
 - Pode ser! 
 - Ótimo! Vai lá abrir a porta. 
 - Vou! - passou com um sorriso de orelha a orelha. Eu a segui, bem lentamente. Cheguei na sala e eles se abraçavam. 
 - Desculpa atrapalhar, mas, eu fiquei sabendo que estou incluída na lista de convidados! - se soltaram, sorrindo levemente. 
 - Oi, Tanara! Quanto tempo! - Breno se aproximou e me abraçou. Bruna estava radiante e não fazia questão de disfarçar.
 - Depois de anos, né, menino? 
 - Você que sumiu! - dei de ombros. - Estão lindas! Com todo respeito, claro. 
 - Não estou nada perto da sua namorada, pode assumir. - brinquei e o mais novo casal riu. - Sentem, gente! O apartamento não é meu mas por hoje finjam que é. Vou servir vocês, só pra deixar vocês aproveitarem... Tô muito boazinha, né?! - eles se sentaram no sofá, bastante fofos, admito. 
 - Muito boazinha! - Bruna mostrou a língua.
 - Cadê o Luan? Aceitou mesmo segurar vela, Tanara?
 - Chama de Tatá, amor, ela prefere. Se você prosseguir chamando ela assim nós duas vamos pensar que você está bravo com ela; não liga, mas é a verdade. 
 - Nossa. - arqueou as sobrancelhas.
 - Deixa o menino, Bruna! Chama como você quiser, Breno! - me sentei também. 
 - Vou seguir os conselhos dela, né?! Mais seguro. - segurou na sua mão e a olhou apaixonado. Me derreti toda e nem disfarcei, fazendo ela corar. Amo casais apaixonados, já falei? 
 - Meu amor tá viajando, Breno. Sim, aceitei segurar vela só pra te conhecer oficialmente. 
 - Nem se ilude, amor, ela não é a fofa que parece.
 - Já vai começar com as calúnias? Deixa ele ter uma boa impressão minha, obrigada. - a partir daí iniciamos um papo legal (mesmo eu segurando altas velas). Ofereci vinho e nós três começamos a beber, com cautela. 

Bruna tinha chegado cedo e já havia trago a roupa que usaria no jantar. Fomos no mercado e compramos algumas coisas que precisaríamos. Esse vinho está incluso! Luan tinha todas as melhores bebidas ali, porém, não podíamos vacilar assim; então, achamos melhor comprar. Improvisamos um almoço, um lanche e pedimos o jantar no restaurante. Para todos os casos, havia sido feito pela Bruna, ok? A sobremesa eu mesma fiz. Arrisquei um pudim enquanto Bruna trocava mensagens com ele. Sim, ela nem pra ajudar, acreditam? Fui seguindo a receita e torcendo pra dar tudo certo. Aparentemente, deu. Mas, ele seria o primeiro a provar e essa hora chegou. Depois de conversarmos, bebermos, finalmente jantamos e ele adorou. Elogiou a namorada, que agradeceu na maior cara de pau enquanto eu tentava segurar o riso. Voltando ao assunto sobremesa, como eu estava muito gentil, deixei os dois a sós e fui prepara-lá para servir. Coloquei tudo bonitinho e levei. Eles agradeceram animados e eu sentei, segurando o meu pedaço. Esperei ele provar para poder começar a saborear e a cara estranha que ele fez me deixou preocupada. Já pensou se tá ruim? Que vergonha! 

 - Você gostou? - franzi a testa e ele continuava nos olhando estranhamente. Dá pra falar logo o que achou? 
 - Tá ruim, amor? - Bruna riu.
 - Não, pelo contrário, tá muito... bom! Que pudim maravilhoso, o melhor que eu já comi. - sorriu satisfeito e surpreso. Sorri aliviada. Realmente, só tenho jeito (e sorte) com doces! 
 - Que bom que gostou. - disse feliz com a sua aprovação.
 - Não cara, de verdade. Me amarrei! Eu posso comer mais? 
 - Claro que pode, seu bobo. 
 - Quem fez esse paraíso? - me encarou e encarou Bruna. Antes que eu me pronunciasse, Bruna foi mais rápida.
 - Fui eu, amor. - sorriu descarada e eu lhe olhei indignada. 
 - Nossa, agora tenho um motivo mais forte pra casar com você! - lhe deu um selinho e só me restou comer o meu quietinha.


Os dois estavam na fase grude e depois que terminei, resolvi ir pro quarto. Pedi licença e saí. Ah, com certeza vocês estranharam ele não trazer buquê, né? Eu também estranhei, mas, ele explicou: acabou esquecendo em casa e quando lembrou, já estava quase chegando. Não voltaria todo o caminho só por causa de um buquê, né?! Bruna teve sorte! Pelo o pouco que conversamos deu pra notar o quanto ele era gente boa e com certeza a faria muito feliz. Sem contar que combinam pra caramba e parecem estar muito apaixonados.

No quarto, jogada na cama, eu observava minha última conversa com Luan. Estava vendo-o online e me controlando para não mandar nada. Fiquei assim por um bom tempo, ignorando qualquer outra pessoa que falasse comigo... A tevê ligada deixava aquela situação menos chata e foi assim que o tempo passou muito depressa. Olhei as horas e me espantei. No mesmo instante, bateram na porta e eu disse para entrar. Era minha cunhada. 

 - Tatá... - ela falou sussurrando, enquanto empurrava a porta devagarinho. O que aquela louca tinha?
 - Oi sua louca. Ele já foi? 
 - Não, ele tá aí. Foi no banheiro! Eu quero te perguntar uma coisa e não quero que ele escute, por isso fechei a porta. - sentou na ponta da cama. 
 - Fala. 
 - Você deixaria ele dormir aqui? 
 - Bru, seu irmão não sabe nem desse jantar... Imagina outro homem dormir na casa dele, com a irmã e a mulher dele, sem ele saber? Acho que seria errado, falta de respeito. Sem contar que eu vou ficar mal. Ele pediu isso?
 - Não! Nós estávamos conversando... Mas eu já imaginava que você falaria isso. - deu de ombros. - Você acha que eu devo sair com ele?
 - Sair? - semicerrei os olhos. 
 - É, sair... Você sabe... 
 - Vocês já dormiram juntos?
 - Não! Você sempre me chama de marmita e com os outros caras nunca deu certo, então, eu quis que fosse diferente com ele... Estamos no comecinho, meio óbvio não ter rolado, né?!
 - Mas com os outros você sempre foi rápida, por isso perguntei. 
 - Devo ou não, Tatá? 
 - E eu que sei, menina? O corpo é seu! 
 - Você é doida, mas é mais ajuizada quanto a isso! Sei lá, sabe mais dessas coisas... 
 - Eu não sei de nada. - ri. 
 - Tatá! Me ajuda! Eu tenho medo que esse tenha sido meu erro com os outros. 
 - Se entregar rápido demais e o cara não querer mais? 
 - É! Sem contar que muitos filmes falam isso. - parecia amedrontada. - Só que ao mesmo tempo eu penso que você e o Pi se comeram rápido e ele é louco por você. 
 - Ei! - ri baixo. - Escuta uma coisa, Bru: não é um filme e nem ninguém que vai decidir quando você vai se entregar. Isso parte de você! Se você se sente preparada, se você se sente bem, se vocês dois têm intimidade suficiente... 
 - Eu quero, mas não quero. 
 - Eu e o Luan não fomos assim. Teve toda aquela fase de amizade... Mas confesso que teve na nossa segunda ficada, ele forçou. Eu não queria e agradeci quando fomos atrapalhados. No aniversário do Gabriel, no carro - relembrei. 
 - E depois? 
 - Isso foi no comecinho. Depois ficamos amigos, muito amigos...
 - Coloridos, porque se beijavam em todo lugar. 
 - Enfim! Naquele jantar que você sugeriu e depois deu uma desculpa para não ir, eu já estava totalmente apaixonada por ele e a noite foi incrível. Quando ele estacionou em frente à minha casa, me deu a louca e eu beijei ele. Pedi pra ele entrar e ele disse que não, que não queria estragar a amizade. Aí eu sai e disse que a porta estava aberta, não preciso terminar, né?! 
 - Eu lembro dele chegando em casa e dizendo que vocês transaram, com uma cara não muito boa. 
 - Eu me declarei e peguei ele desprevenido. Ele foi embora e eu fiz o maior drama da minha vida. Achando justamente isso, que ele comeu e largou. Mas só depois eu descobri que a nossa primeira vez tinha sido especial pra ele também, que antes mesmo dela acontecer ele vinha carregando um sentimento diferente... 
 - Ele foi atrás e vocês começaram a namorar.
 - Pois é, Bru, não leva essas teorias tão a sério! Eu me entreguei antes de namorarmos... 
 - Mas vocês já eram amigos...
 - Mas continuo achando rápido! Só que foi pelo o momento e eu não me arrependo. Foi muito especial, foi maravilhoso! A minha pressa não fez ele desistir de mim, entende? 
 - O Pi já estava apaixonado também.
 - O Breno não está apaixonado por você, menina? 
 - Entendi, Tatá. - riu. - Se eu me sentir à vontade...
 - Não tenha medo! Porém... Se você quer que ele seja diferente dos outros, quer se preservar por mais um tempo, é uma escolha sua. Se ele gosta mesmo de você, ele vai esperar a hora certa pra acontecer! 
 - Eu vim te perguntar porque eu vejo você e o Pi como um exemplo... 
 - Um exemplo? 
 - Sim. Vocês dois são minha meta de relacionamento. Apesar de tudo, é intenso, bonito, puro... Eu admiro muito! 
 - Own, marmitinha! 
 - Não zoa, vai. Eu tô falando sério!
 - Isso é bem irônico! Nossa! Mas eu fico muito feliz de sermos um exemplo pra você. Amo seu irmão demais. 
 - E ele também. Quero que o Breno me ame assim! 
 - É só uma questão de tempo! 
 - Deus te ouça. 
 - Bru, não dá agora, não. - sussurrei e ela riu. - Eu lembrei de uma coisa que seu irmão me falava...
 - Você está me aconselhando a não dar de acordo com o que meu irmão te falava? Nossa, Tanara, obrigada! 
 - Se prepara pra uma noite mais especial. Vai ganhando mais intimidade e confiança pra você poder dar uma chave de coxa...
 - O quê, sua louca?
 - Você não disse que quer que ele te ame como meu Loli me ama? Chave de coxa foi essencial! 
 - Sua tarada! Maníaca! Safada! - acusou, horrorizada. 
 - Ei, eu não fiz nada. Nem sei exatamente o que é isso, ele que me falava que recebeu uma chave de coxa.
 - Como é isso? - perguntou meio tímida e eu gargalhei. - Droga! Breno deve estar impaciente, mas, depois você vai me contar isso! Ah se vai! - saiu, intrigada, enquanto eu liberava minhas risadas.

Olá, meninas! Tudo certinho com vocês? Segurem essas pedras aí, eu sei que disse que não ia demorar e demorei mais de uma semana. Acontece, não é meixmo? Essa demora tem um motivo especial e vocês vão saber logo mais. 🙊 Perdi as contas de quantas leitoras me pediram pra por Brueno na fanfic e acabei me convencendo. Gostaram? Fofos, né? E essa amizade 'brunara'? 💁🏻💗 Há boatos que, o 39, sairá, ainda, hoje. (leiam pausadamente e não espalhem, ainda são só boatos). 🗞 Antes de deixar vocês em paz e ir terminar o próximo capítulo, eu quero contar uma historinha! 📖⤵️

Quando escritoras pedem comentários, elas alegam que não ganham nada com isso. Correto? Errado. Pelo menos pra mim! Eu não ganho nenhuma recompensa financeiramente, mas, sim, ganho/ganhei coisas valiosas. Essa história é um exemplo! 🙅🏻 Comecei a primeira temporada em dezembro de 2014 e nem imaginava o tanto de coisas que essa fanfic me proporcionaria. Desde um aninho e meio de idade eu estudava num colégio. Sim, saí com 14 anos (ano passado). Muita coisa num colégio, né? (tá Tatá, mas ninguém se importa, miga!) Numa série acima da minha estudava uma menina que eu não gostava muito. Sabe rivalidadezinha entre duas turmas? Era assim. Só que essa mesma menina começou a ler minha fanfic. Passamos 14 anos estudando 'juntas' e nunca nos falamos. Adivinha quando isso aconteceu? Quando ela me falou que lia. Enfim, até aí tudo bem! Só que eu nem imaginava que a fanfic tornaria ela uma das minhas melhores amigas. Sim, esse é o moral da história: pela ps eu ganhei uma das minhas amigas mais valiosas. Meio louco, né? Mas real. O nome dessa quenga é Livia (Livia Oliveira), vocês já devem ter visto ela comentando em todas as mil fanfics que ela lê. Acho que nunca coloquei uma foto minha aqui no blog, mas, peçam perdão aos olhos de vocês. Pra quem não me conhece eu sou a de short rosa. 🙋🏻📸



Miga, essa primeira foto é print do seu snap, roubei, me perdoe. Tá vendo como eu fui fofa? Nunca mais você pode reclamar. Ainda não gosto de ti, sua quenga! 💚 ps: assim que fizemos amizade, saí do colégio. 😂

sábado, 14 de maio de 2016

Capítulo 38.1 - Uma paixão assim, é pra enfeitar o céu, pra iluminar o sol, gritar as multidões... E o nosso amor será, o exemplo das paixões.

Queria dedicar esse capítulo pra Isa Guimarães e pra Dany Lima, meus xodózinhos que aniversariaram recentemente. Tomem, queridinhas! 

2 de abril de 2018.


- Eu te amo muito, prometo te fazer feliz. - então, novamente nos beijamos, celebrando aquele momento tão especial e encantado. - Aí, caramba. - ele rosnou, logo após partir vagarosamente o nosso beijo.
 - O que foi? - preocupei-me. 
 - Quase esqueci do mais importante. - sorriu maroto e eu o acompanhei no sorriso, com a diferença que o meu era desentendido. - Só um minutinho. - desgrudou nossos corpos cuidadosamente e levantou tentando cobrir o membro com o lençol. Ou seja, ficou de costas e eu tive a bela visão da sua bunda. Luan era muito tímido mesmo e quando não estávamos nos nossos momentos íntimos, ver suas partes íntimas era um tabu. Bundinha branca e gostosinha, que me causou uma gargalhada e ele, em instantes virou-se mostrando o seu dedo do meio. Ah, abusado! Sim, ele com certeza deduziu o motivo da minha risada. Tínhamos uma sintonia incrível que o tempo só aprimorou. Já somos totalmente decifrados um para o outro. Enfim, ele pegou uma caixinha e voltou da mesma forma: com o lençol na frente, todo desajeitado. Deitou do modo que estava e começou a se explicar:

 - O que é isso, amor? - perguntei enquanto minha gargalhada ainda cessava. 
 - Uma coisa que foge de você há um tempo. - riu, encarando e alisando a caixinha. Era uma caixinha de anel... Logo lembrei! 
 - Ah, eu quero meu amor! Põe aqui. - estendi a mão eufórica e ele me olhou indignado.
 - Tudo bem que você já sabia, mas disfarça, Tanara! - repreendeu-me tentando uma cara feia. Mas só tentou mesmo, pois logo se entregou à um sorriso lindo. - Sua chata! Você não deveria saber! 
 - Você que me contou quando foi me pedir em casamento, no show do Bruno e Marrone. - mostrei a língua e ele amarelou o sorriso.
 - E você não aceitou. - entortou a boca.
 - Amor... Lembra disso não. - abaixei o olhar e ele respirou fundo. 
 - Tá bem, passado. Você é uma trouxa, mas passou. Enfim, faz tempo que eu comprei ele e nossa, que dificuldade de vocês dois se conhecerem, muié.
 - É porque eu sou difícil. - me gabei.
 - Eu percebi, Tanara. - concordou com os olhos arregalados e eu lhe empurrei levemente, rindo com os olhos semicerrados. - Esse momento seria incompleto sem ele, você não acha? 
 - Acho! Pronto, acho! Agora para de enrolação e põe logo no meu dedo. - novamente estiquei meu dedo e ele revirou os olhos. 
 - Ô muiézinha apressada! Calma, eu sou um cara das antigas, tenho que fazer tudo certinho, tudo nos panos, que nem o Mone fez com a Xumba. Sou um rapaz prendado, sabe como é, né?! 
 - Chato, você é muito chato! - ele riu da minha impaciência. Estava jogando comigo e continuaria, pois dava pra ver que aquilo o agradava. Finalmente abriu a caixinha e olhou-me nos olhos. Nosso olhar foi tão intenso que até arrepiei. 
 - Quer casar comigo, minha Pikitinha? - nossos olhos brilharam, assim, juntinhos, ao mesmo tempo. Eu sei que não era um pedido surpresa, já havia sido feito e eu até neguei. Aliás, hoje eu já havia confirmado que casaria, mas... Foi tocante, sabe? A forma que suas palavras saíram, o jeito que soaram, nossas expressões, nossos corações pulsando, o ambiente... Enfim, tudo parecia mágico e encantado. O que resultou? Em lágrimas. Não sei por que, apenas me tocou, me sensibilizou... Nosso amor, nossa história, nossas dificuldades e até mesmo nossos(as) sofrimentos/separações. Tudo que já passamos para estarmos ali, vivendo isso. Além do mais, esse é o momento mais aguardado na vida de toda mulher, cultivado desde a infância, desde a menina que sonha com o príncipe encantado. Eu tinha o meu príncipe e meu Deus, estava acontecendo! Sem contar que eu sou uma romântica, não é?! Aí, juntou tudo e as lágrimas brotaram nos meus olhos. Meu amor riu, ele não era acostumado a me ver chorar. Sabe humanas e exatas? Eu sou de sorrisos. Tanto estranhou que passou a transformar o momento romântico em um pequeno deboche.

 - Uai, ela chorando... - me abraçava e limpava meu rosto. 
 - Para, amor. Não ri de mim. - o ajudei a extermina-las. 
 - Não sei por que você tem vergonha de chorar, fica tão linda, tão frágil... Nem parece a palhaça grossa e implicante que é! 
 - Vai casar com uma que não seja tudo isso, então. Não me abraça, não me toca. Primeiro me faz chorar e depois me xinga? É muito abuso! - tentei o afastar e ele só beijou meu olho molhado. Beijou um, depois outro, depois a minha testa... 
 - Você não disse se aceita.
 - É claro que aceito, amor. - ri, ainda sentindo o contato dos seus lábios no meu rosto. Começamos um beijo e ele pôs o anel (todo cavalheiro, fofo e lindo) no meu dedo em seguida. Nos declaramos, rimos e fizemos rápidos planos, entre carinhos, por mais um tempinho. Depois fomos tomar banho, juntos! De banho tomado, vesti apenas uma camisa sua, enquanto ele também ficou mais relaxado e apenas de bermuda. Precisávamos preparar algo para comermos e quando eu saí do quarto, pude notar a bagunça que aquele apartamento se encontrava.

 - Luan Rafael, você não tem vergonha na sua cara, não? - o repreendi, até assustada. Como eu não vi isso ontem à noite? - Olha essa bagunça, menino! - ele não me deu ouvidos, simplesmente se jogou no sofá. 
 - A Marina não tá podendo vir, amor. Um filho dela adoeceu, algo assim, e eu dei esses dias de folga pra ela cuidar dele. - ele era maravilhoso, né?!
 - Mas você tem mão, sabia? - pus as mãos na cintura e ele riu debochado. 
 - Eu? Arrumar? Tá doida, muié? Tenho tempo pra isso não, uai. 
 - Tem tempo, sim! Você só não tem é coragem! 
 - Agora que 'nois' vai casar, já tenho você pra arrumar as coisas. - falou cínico. 
 - Coitado! Se você acha que eu vou virar sua empregada, está muito enganado. Anda, levanta pra me ajudar a preparar algo pra gente! - disse firme e ele levantou emburrado, revirando os olhos. Mereço! 

Felizmente conseguimos fazer um café da manhã no mínimo decente e comemos enquanto eu ainda reclamava e ele tentava se defender. Luan é do tipo machista, que acha que homem não pode nem encostar numa vassoura. Estão vendo no que eu me meti? Numa roubada! Mas, para lhe mostrar como as coisas funcionariam daqui pra frente, tive a ideia de nós dois fazermos uma faxina. Ele pestanejou. Não queria, disse que não se importava com o estado que o apartamento estava, disse que logo a Marina voltaria e arrumaria. Eu não era lá o tipo de mulher que ama fazer os serviços de casa e têm uma disposição incrível, mas, o caso estava sério e se eu me acomodasse também, já daria mal a exemplo a ele para quando estivéssemos na nossa casa. Ou ali mesmo, já que não era tão necessário comprar uma com ele tendo esse apê. Eu consegui convencê-lo (ou obriga-lo, leiam como preferirem) e adivinha? Começamos uma faxina! Difícil imaginar ele fazendo isso, né?! Mas sim, é um fato verídico. Coloquei até uma musiquinha, enquanto ele só rosnava e acatava minhas ordens. "Limpa aquilo" "Pega aquilo"... Não que eu seja carrasca, mas, ele me deu liberdade pra isso, já que não sabia nem como/por onde começar e me perguntava o que fazer a cada passo que dava. Ainda emburrado, acreditam? Eu até tentei distrair (colocando música, como já falei) nas no início ele continuava com a marra. Imagino que ele planejava um dia diferente para nós. Filme, beijos, abraços, namoro...? Aos poucos ele foi cedendo e vendo que aquilo não era tão chato, estava até divertido. Eu de vez em quando o beijava, o balançava no ritmo da música e ele ia deixando escapar um sorrisinho a cada gracinha minha. No fim, nós já gargalhávamos de várias situações que havia acontecido (apenas na faxina) e o apartamento estava brilhando. 

 - Mandamos muito bem! - eu ria, olhando meu celular pela talvez primeira vez no dia. 
 - Eu tô cansado! - se jogou na cama.
 - Sedentário. - mostrei a língua. 
 - Eu já trabalho pra caramba e você ainda me obriga a isso? É escravidão, tô morto. 
 - Deixa de drama, Loli. 
 - Não é drama, eu não sou você. É sério, amor... 
 - Mas você gostou, num gostou? Olha como tudo ficou bonitinho!
 - É, não foi tão chato, mas foi cansativo. Aí cê vai embora e abandona aqui.
 - Justamente pra você descansar, não?
 - Não. Fica aqui, vem fazer uma massagem em mim. - puxou meu braço e acabou me derrubando sobre seu corpo. 
 - Seu louco. - eu ria. 
 - Faz, amor? Ou eu deveria dizer minha noiva? - colocou meu cabelo para trás da minha orelha. 
 - Sua noiva. - selei nossos lábios e ele sorriu lindamente. - Faço, meu bem. Mas, vamos tomar banho antes, né?! Trabalhamos demais, suamos demais...
 - Eu trabalhei, eu suei, você só mandava. Fresca! 
 - Que mentira, amor! 
 - É verdade, sim! Eu vou logo, então. Cê trouxe aqueles seus cremes? 
 - Não, né, Loli... Eu não trouxe nada, você me sequestrou em plena noite de páscoa. - beijei seu rosto e saí de cima dele, enquanto ele ria. Foi pro banheiro e eu aproveitei pra ajeitar as minhas coisas. Depois que eu fizesse a massagem, iria embora. 

                              {...} 

 - Oi, meu amor. - falou assim que eu atendi e eu não me controlei, liberei uma risada. - Ih, do que você tá rindo?
 - Do seu amor por mim. Acabei de sair daí e você já ligou. É muito amor! - me gabei.
 - Que nada, faz um tempão. Aposto que você já fez um monte de coisa...
 - É, fiz e ouvi um monte também. - revirei os olhos. 
 - Ouviu um monte? Como assim? - eu e Luan éramos confidentes, então, não tinha lógica esconder dele. 
 - Eu dormi aí, passei o dia aí... Cheguei e todos estavam aqui, né?! Aí você sabe, minha mãe, meu tio, Hugo... Ficam soltando piadinhas. Eu não gosto. Fiquei meio chateada, nem respondi, só subi. - pude ouvi-lo bufar.
 - Eu sinto muito por isso, Tatá. 
 - Você não tem que sentir muito. Eu escolhi ficar com você e não tem por que eles ficarem fazendo isso se o pior já passou. Todos sabem que estávamos juntos, qual a necessidade? Eu sou de maior, amor! Me responsabilizo pelos meus atos e não tenho que ficar dando satisfação pra nenhum. 
 - Enquanto você morar debaixo do teto dela, você sabe que ela vai se achar no direito. É mãe, meu amor. Eu tenho uma, esqueceu? Dona Marizete ainda quer me controlar e bom, sou homen, já tenho 27 anos. 
 - Mas você sabe que ela não fez isso por preocupação... Não lembra que ela não gostou de termos ficado juntos tão rápido? Ela com certeza desconfiava do nosso caso, Loli. 
 - Não só desconfiava né Tatá... Com certeza ela sabe, Xumba também... - ele riu sem humor. - Mas mesmo ela não gostando, me tratou muito bem ontem. 
 - O problema não é você, ela te adora, amava o nosso namoro. O problema foi existir eu e você, juntos, estando muito recente do término do meu noivado. Pra ela é muito sério, entende? Não pega bem, não é coisa de menina direita, foi errado com o Felipe, enfim, nosso situação só causou críticas. Eu aposto que ela ainda está cheia de dúvidas e ao mesmo tempo, cheia de certezas. Certezas que ela repudia e faz ela me julgar. Sinto saudades da minha avó, Loli. Não me vejo morando aqui, entende? Não mais. 2014 foi muito bom, era diferente, mas... Agora, não. 
 - Amor, nós estamos juntos, você não pode voltar pra lá... - disse receoso.
 - E eu não vou, meu bem. - ri do seu medo. - Mas só por você. Se não estivéssemos juntos eu já estaria no meu quarto, na minha casa...
 - Pode ir parando de se referir assim, tá?! Sua casa será a que eu vou comprar, seu quarto está incluído nela... Pode esquecer Fortaleza! - ordenou e eu ri desacreditada.
 - Ah, é?!
 - É! O que acha da Dona Fátima vir morar com a gente? 
 - Minha avó? Sair de lá? Cadê teu juízo, Luan Rafael? - ri ainda mais.
 - Poxa, amor! Não quero que vocês se distanciam e vou te proibir de andar lá. 
 - Isso é muito feio da sua parte, sabia?
 - Isso é necessário! Toda vez que você vai, você não quer voltar. E aí? Eu fico sem minha muié? 
 - Coisa linda! Quero ver se vai ser desse jeito quando casarmos. Todo mundo fala que as coisas mudam... 
 - Só se um clone meu me substituir. Mas acho que quando ele começar a conviver com você, ele vai se apaixonar também. 
 - Ai, seu bobo. - sorri sem graça e como se ele estivesse me vendo, riu das minhas bochechas vermelhas. 
 - Acabei te der uma ideia. 
 - Hum? 
 - Não quero ver você sofrendo e bom, não está se sentindo bem na casa da Érika. 
 - Não estou sofrendo, seu exagerado. Só não estou confortável. 
 - Então, uai. O que acha de vir morar comigo?
 - Não é isso que os casais fazem depois de casar? 
 - Não, meu amor. Você sabe que a gente não vai morar aqui, né?!
 - Não? 
 - Não! Vou comprar uma casa.
 - Eu não quero.
 - Você não tem querer! Pode parar com isso. O dinheiro é meu e esse apartamento não é adequado pra gente.
 - Como não, amor? Não saímos daí! 
 - Agora vamos assumir uma coisa mais séria, ele lembra mais quando você vinha escondida pra cá... Eu não quero! Aliás, e os nossos filhos? - gargalhei. 
 - Nossos filhos? 
 - É, Tatá. Onde que eles vão ficar? O espaço é pequeno demais pra eles. Aí teremos que fazer uma mudança e bom, já pra nos poupar de tudo isso, vou comprar uma casa. Continuando o meu convite, não quer ficar aqui uns dias? Enquanto a gente resolve tudo e finalmente casa? O que é meu é seu, você pode ficar à vontade... Vai ser uma amostra da nossa futura vida à dois! 
 - Muito obrigada, meu amor, mas... Acho melhor não! Eles falariam ainda mais e...
 - Eles vão ter que nos engolir, Tatá. Esquece isso, para de se importar! 
 - Olha, vou pensar, tudo bem? 
 - Amanhã à tarde eu viajo.
 - Está me pressionando?
 - Não, amor. Claro que não! Mas pensa com carinho, tá?! Eu vou desligar! Sua massagem me deu um sono...
 - Mas é muito folgado mesmo! Tchau, descansa meu amor. Beijo...
 - Beijo, minha linda. - enfim, desligou e eu comecei a sorrir como uma idiota. Luan era fantástico, amo tanto! 

Luan's POV.

Realmente eu sou muito foda! Consegui convencer meu amor a vir 'morar' comigo no apartamento até casarmos e irmos para a nossa casa definitiva. Mas, não fiz só por mim. Eu não queria que ela continuasse incomodada e imaginava o quão chato, irritante e esgotante era o que Érika fazia. Amarildo fazia o mesmo! A minha sorte era que eu não morava mais com ele... E agora, Tatá também se livrou! Fiquei tão feliz, não estava mais aguentando esperar todo nosso ritual de casamento para poder acordar com ela, não ter que vê-lá indo embora... Sim, estava satisfeito mesmo. Eu já estava pensando como seria nossa cerimônia e confesso, não era nada fácil. Eu sabia que isso era mais da parte da noiva, mas, eu queria participar. Nós passamos a conversar por WhatsApp sobre isso e diferente de quando se tratava do casamento dela com o Felipe (ânsia de vômito), ela se mostrava entusiasmada e isso me deixava realizado. Falou de tudo e eu até fiquei confuso. Deu milhões de ideias e transparecia querer caprichar em cada detalhe. E entre tantos planos, ela deixou escapar um receio: dar a notícia a todos. A partir desse temor dela, nasceu uma ideia em mim. 

                              {...}

 - Tem certeza que não quer ir? 
 - Meu amor, eu sou o Luan Santana, esqueceu? Ia dar uma confusão! Além do mais, o evento é seu. - selei seus lábios. 
 - Tudo bem! - sorriu, toda linda. - Como eu tô, Loli? - a analisei. 
 - Linda, como sempre! - beijei seu pescoço. - Cheirosa até demais, não acha? Não precisa disso tudo... - funguei no seu pescoço e ela riu. 
 - Bobo! Estou atrasada. 
 - Você já arrumou a mala, Tatá? Vê se não tá esquecendo nada, porque assim que você chegar nós já vamos viajar. 
 - Relaxa, Loli! Já tá tudo pronto. Preciso ir. - beijou meus lábios e saiu, ajeitando a bolsa. 
 - Cuidado! - gritei, antes dela fechar a porta. Desajeitada! 

Fui terminar de arrumar minhas malas e senti a falta da Marina enquanto buscava certas coisas. Parece que o seu filho ainda estava meio mal e sim, eu confiava plenamente nela. Justamente por isso, eu não descontaria nada do seu salário. Eu e Marina tínhamos um laço afetivo forte e sempre que ela precisasse, eu estenderia minha mão. Ela não sabia que eu ia casar e acho que se assustaria, mas aprovaria. Ela viu como Tatá era uma boa pessoa e jamais seria uma má patroa. Ou seja, poderia contar com ela também, pra tudo. 

Arrumei as malas e separei a roupa que viajaria. Não podia mesmo me atrasar (fui reclamado recentemente) e então achei melhor deixar tudo preparado. Liguei a tevê do quarto e pus num canal de futebol. Passava um jogo do meu time e eu comecei a prestar atenção. Com o tempo perdi o interesse, estava chato; e ao olhar pro lado, vi meu celular e lembrei de ver o que minha noiva (que alivio dizer isso) estava aprontando. 

lunara A maravilhosa mais maravilhosa indo pro evento top da @samsumgbrasil! 👠 Quem aí vai ver ela hoje? 😍 Não vou poder ir, chorando lágrimas de sangue! 😔 #GalaxyStudioBR #GalaxyS7 



tataccioly Make de hoje! 💅🏼 Tô chegando, hein?! 🙅🏻 Acompanhem tudo pelo meu SnapChat: tataccioly 👻



Deixei like nas duas postagens e fui para o WhatsApp. Acabei me entretendo na conversa com os meus amigos, tempo até demais! Quando olhei as horas, até me assustei. Tatá já devia estar voltando e eu, deitado, coçando o saco e batendo papo no celular. Praticamente pulei da cama e entrei com tudo no banheiro. Com sorte consegui ser rápido: tanto no banho como na arrumação. Olhei as horas e respirei aliviado. Ufa! Estava no horário e ela ainda não chegou. Fui para seu SnapChat e assisti todos os vídeos. Ela conquistava muitas pessoas, tinha uma luz linda... Mas, uma coisa me pegou de surpresa. Ela não havia me contado que o Caio Castro participaria! E sim, havia foto deles. 


Fui para o Instagram e não fiquei muito contente.

lunara BABADEIRA, VIADO!!!! 💥 OLHA A MARAVILHOSA DO LADO DE OUTRO MARAVILHOSO!!!! 😍 TO CHOCADA! 🐣 É muita beleza pra pouca Priscila. 😢 Sorry Rafa e Thassia, eu só consegui focar neles. 🌚 Tão lindos, que se meu sangue não fosse lunara, eu shipparia CANARA! 💕 HAHAHAHAHAHAHAHAHA BRILHARIA NÉ NON?! ✨ @caiocastro @tataccioly #GalaxyStudioBR #GalaxyS7 


Canara é o meu pau! Que porra é essa? Por que juntos em todas as fotos? Toda exibida, feliz em estar de agarramento com outro? Por que não me contou? Achou que eu não veria? Mas claro, Tanara sempre foi louca por esse cara, não me estranha seu jeito nas fotos! 

Flashback ON: 

- Amor... - virou de costas e eu entrelacei as mãos na sua cintura. - A Dani é feia, né?! - falou venenosa, observando Daniela Torres, dançar com a Bruna e as outras meninas. Simplesmente soltei uma gargalhada.
- Cê é uma cobra, muié.
- Eu tô mentindo? - arqueou as sobrancelhas e eu observei.
- Cê foi até boazinha chamando de feia. - distilei o veneno e foi a sua vez de rir.
- Ah, só eu sou cobra? Você é pior que eu, Luan.
- Que nada, Tatá. Eu nem reparo nessas coisas.
- Magina! Só põe apelidos carinhosos nas pessoas... - falou e eu ri de novo.
- Nós dois, duas cobras. Deu foi certo!
- Ainda bem, né?! Tá vendo a Ana? Ela é a fim de mim, sabia? - falei, se referindo à Ana Torres.
- Quem não sabe? Já até falamos disso.
- Tadinha...
- Deixa de horrível, Luan. Ela pode nem gostar, sabia?
- Mas eu sempre tive essa impressão.
- Pior que eu também. - rimos sincronizados. - Vamos tirar a limpo, amor?
- Como?
- Vai lá, tenta dar um beijo nela.
- Tá doida? Eu namoro com cê, sabe?!
- E daí, amor. Eu deixo! Vai lá.
- Cê tá zoando com a minha cara? - ri, desacreditado.
- Eu confio no meu taco, ué. Além do mais eu só deixo se for só um selinho!
- Você é louca.
- Vai, amor!
- Cê deixa mesmo? Olha que eu vou.
- Deixo, não falei? - balançou os ombros.
- Eu não tenho coragem, não. - ri, passando a mão no cabelo.
- Não tem coragem de dar selinho em outra, ou não tem coragem de dar um selinho nela?
- Nela. Se fosse em uma gata, daria de boa. - falei provocativo.
- Verdade, amor. Qualquer dia desses eu dou consentimento pra uma gata! Mas também quero que você me deixe beijar o Caio Castro. - falou firme e eu mostrei o dedo do meio.

Flashback OFF.

Essa foi só uma inúmeras vezes que ela citou ele no nosso namoro. Cara de pau! Me desrespeitando, assim? E eu, como se fosse um corno, elogiando a produção, o perfume; pra quê? Pra ela sair e ficar de gracinha com macho. Eu vou matar você, Tanara! 

Atualizei o feed e só me irritei mais. 

lunara Eu sei que já postei, massssss, não resisti! 😍 OLHEM QUE LINDOS, socorro! 😫 Vamos brincar? Canara, brilha ou não brilha? 💫 Só não fique bravinho, amor da minha vida (@luansantana). É só uma brincadeira! 🙊💫👫 #brilhacanara #seriameusonho @tataccioly @caiocastro


Eu ia matar Priscila também! 

tataccioly Hoje rolou o evento de lançamento do #GalaxyS7 e foi incrível participar! 😊💜 @thassianaves @rafabrites @caiocastro @samsungbrasil 
Foi incrível, sua safada? Quando eu ia ligar pra ela, ouvi a porta sendo aberta. Em passos curtos, fui para a sala e sim, ela tinha chegado, com o sorriso mais cínico do mundo! 

 - Oi, amor. - se aproximou. - Os meninos estão perto? Vou só trocar de sapato e ver se não esqueci nada... - ia passando por mim e tentou me dar um selinho, o que não deu certo já que eu desviei. 
 - Foi bom lá? - perguntei irônico e ela continuava sorrindo. Cínica e agora desentendida. Com certeza estranhou o meu tom e nem imaginava o que vinha pela frente. Que raiva!

Apareceu, foi, linda?! APARECI! Olá, fofas! Como estão? Espero que com muita saudade da fanfic. 😌 Gente, vai ter casamento, siiiim (e parece que também uma crise de ciúmes acompanhada de uma drzinha básica). E agora? 😱 Queria falar uma coisa com vocês! Bom, resolvi habilitar os comentários de novo e para recomeça-los, escolhi uma boa pauta: qual fato da 1ª temporada vocês gostariam de relembrar, aqui, na 2ª? Um capítulo em especial, uma coisa decorrente dela... Qualquer coisa que tenha acontecido. E aí? Comenta aqui que eu vou atender seu pedido (ou tentar). 🔛 Outra coisa! O que acharam do novo visual do blog? Eu tirei a foto dele na sofrência (porque essa fase se encerrou) e coloquei uma só dele em P&B. Pelo celular ficou meio borrada e então tirei e pus uma foto dos dois, com a aparência verde e preta. Chegaram a ver? Aí eu pensei, pensei, pensei... E tive essa ideia! Em cada letrinha há um personagem. P: Tatá/S:Luan/E:Bruna/u: Amarildo e Marizete/t: Érika e Hugo/e: Carolina e Cristina/v:Marquinhos e Douglas/i: Laura/v:Alice/o: Alexandre. O '.' é o Gabriel e o ':' a Larissa. Espero que tenham gostado, porque está me agradando! 😊 Muitíssimo obrigada a todas que escreveram coisas lindas pra mim no meu aniversário, nunca me senti tão especial, obrigada mesmo! 🙈 Psiu: vocês são muito especiais na minha vida também. Tão especiais que para não desagrada-las, não vou demorar para o 38.2 💪🏼 • BEIJITOS!