sábado, 23 de julho de 2016

Capítulo 50 - Joca.

Muitas leitoras aniversariaram essa semana, mas em especial eu queria dedicar esse capítulo pra Natália Andrade (olha a formalidade, amiga). Sabe que pode contar sempre comigo, né? Amo você! Parabéns para todas, espero que gostem! 

Tanara's POV.

 - Resumindo! Eu tomei muito cuidado, conversamos com calma e... acabei perguntando se ele gostaria de te ver novamente. Agora, como irmã. Você vai passar o domingo aqui no Rio, não vai?
 - Vou, vou! Ele quer me ver? - indaguei boquiaberta.
 - Quer. Um passeio hoje à tarde, quem sabe? Talvez você não esteja preparada, não se sinta confortável, só que... Enfim, eu disse a ele que iria te perguntar. Você aceita?
 - Claro que aceito, Livia! - sorri. - Que horas posso buscá-lo?
 - Acho que às quatorze. Se você achar precipitado... - lembrei do que meu marido havia falado na noite anterior.
 - Não, não! Tudo está acontecendo no momento certo.
 - Não prefere que eu deixe ele no local? Você não mora aqui, não conhece, não deve saber vir para a minha casa.
 - Os amigos do Luan sabem! Foi um deles que me levou até o aniversário, ontem. Mas qualquer coisa eu vou de táxi. - falei empolgada.
 - Se você está dizendo! Anota aí. - começou a ditar o endereço, dando inúmeras referências. Luan saiu do banho à tempo de pegar o restinho da nossa conversa e óbvio, especulou minha expressão ansiosa e animada.

 - Graças a Deus essa Livia é ágil, né? Se fosse depender de você...
 - Amor. - fiz bico, jogando o celular na cama.
 - Amor. - criou uma voz enjoada para me arremedar. - Pra onde você vai levar ele?
 - Shopping?
 - Ele não é a Laura que você conquista com presente, tá, Tatá? Ele é menino e mais velho.
 - Quem disse que eu conquistei a Laura com presente? - ri, desacreditada.
 - Agradou a menina, só pra ganhar o pai dela. - se gabou.
 - O pai dela que sempre foi louco por mim. - beijei meu ombro e foi a sua vez de gargalhar. - Mas eu não vou dar presente a ele, nem sei do que ele gosta! Ou será que devo dar? Ai, amor, me ajuda. Sou rodeada de meninas! A Laura, a Alice, a Eduarda... - pedi manhosa.
 - Não precisa dar nada. Pelo o que você disse, ele é mais maduro, vai achar que você tá tentando comprar ele.
 - Que lugares você gostava de ir com 14 anos?
 - Varia, né, Pikitinha? Nem todo menino gosta das mesmas coisas.
 - Pra mim gostam. - dei de ombros. - Um restaurante? - sugeri.
 - Você tá indo encontrar seu irmão e não um ficante.
 - Restaurante é coisa de ficante desde quando, Luan Rafael? - cruzei os braços.
 - Uai, quando eu queria te pegar, eu te levei pra jantar. - explicou cafajeste e eu lhe arremessei um travesseiro. O cachorro riu. - Ele é adolescente, leva numa sorveteria. Deve estar acostumado a ir com os amigos!
 - Ele gosta de você, sabia? Vamos comigo!
 - De mim?
 - É! Eu vi uma foto sua no Instagram dele e a Livia falou que ele só me reconheceu porque eu sou a namorada do Luan Santana. Ou seja, ele é fã!
 - Além da Dudinha, vou ter mais um cunhado do meu lado. Olha que coisa boa, rapaz!
 - Amor, por favor, vamos? Você pode me ajudar. - sentei no seu colo.
 - Ajudar em quê?
 - Ajudar, ué. - agarrei seu pescoço.
 - Não.
 - Por favor?
 - Tatá! - repreendeu-me.
 - Amor, eu tô te pedindo. - beijei seu rosto, dengosa.
 - Isso tem que ser uma coisa de vocês, não posso atrapalhar.
 - Não temos segredos! - exclamei.
 - Não se trata de ser segredo, só não me cabe. - esquivou-se dos meus beijos de segundas intenções.
 - Tudo bem, Luan Rafael. - dramatizei.
 - Você sabe que eu estou certo.
 - Você nunca faz nada que eu peço.
 - Ah, não? - ergueu as sobrancelhas.
 - Não! - continuei a acusação falsa. Levantei das suas pernas e peguei meu celular, fingindo chateação. - Se não quer ir comigo, não precisa ir pra festa da Carolina também. Eu vou sozinha.
 - Cê quer ir? Então vai, uai.
 - Quero. Como eu não tive despedida de solteira, uso essa noite pra isso.
 - Certo! Faz que nem sua amiga, fica com mais de dez. - não permitiu que o silêncio pousasse e logo já estava sobre mim, beijando meu busto coberto apenas pelo o sutiã. Ríamos da nossa má atuação.

As horas passaram voando e nelas, felizmente, eu decidi o lugar para o nosso passeio: jardim botânico. Me arrumei de forma simples, até porque não trouxe uma grande diversidade de peças. No horário marcado eu busquei João Guilherme e nossa primeira troca de olhares como 'irmãos' foi impactante.

 - Pensei que o Luan viesse com você. - disse, após sentarmos em um dos bancos do grande jardim. Já havíamos nos cumprimentado, entretanto, foi uma rápida troca de curtas palavras.
 - Ele precisa descansar. - sorri de canto, tentando disfarçar meu nervosismo.
 - Também não pode sair andando assim, né? - ajeitou o boné na cabeça.
 - Né. - assenti. - Sua madrinha me contou que você só me reconheceu por causa dele.
 - Sim, verdade. Ele postou uma foto de vocês. Posso perguntar uma coisa?
 - Claro.
 - Ontem você me disse que era casada, mas não saiu nenhuma notícia que o Luan casou. - falou confuso e eu liberei uma leve risada.
 - Nós casamos escondidos.
 - Sério? Que legal.
 - Você é novo, não deve entender, mas... Quando voltamos, muitas pessoas ficaram contra a gente!
 - Vocês namoraram em 2014, eu lembro.
 - Sim. Reatamos e tínhamos muita vontade de oficializar. Só que um casamento leva muito tempo, muitos detalhes... Ia demorar uma eternidade. Luan é apressado e me fez uma surpresa. Casamos fora do Brasil!
 - Por isso ele postou aquela foto. Esperto. - rimos.
 - Você acompanha mesmo, hein?
 - O Luan pra mim é o melhor cantor do Brasil! Eu gosto da vibe dele, de todas as músicas... Meu sonho é ser que nem ele. - abaixou a cabeça, um pouco tímido. Então ele se espelhava no cunhado? 
 - Já foi em algum show?
 - Só em um e acabei conhecendo ele. Foi muita sorte, mano. - pareceu relembrar, com um sorriso maroto no rosto. Quanta alegria, que lindo. Até lembrei da minha época de fã! - Meu pai era meio ocupado e a madrinha não gosta de multidão. Meus amigos não curtem esse tipo de show. Eles implicam, dizem que é coisa de menina e que eu fico parecendo um viado. Eu não sou viado. - relatou de um jeito marrento, que também soou muito divertido. Eu não controlei meus risos. - Mas é verdade, eles falam. Ah, eu nem ligo. Vários caras gostam das músicas dele...
 - Tem razão! Muitos homens admiram o trabalho dele e assumem. Eles implicam com você porque vocês são adolescentes, é algo normal.
 - Eu sei, aqueles manés. Antigamente falavam que o Luan também era gay... Uma vez eu até suspeitei, mas mesmo que ele fosse, eu não ia deixar de ser fã só por isso. - deu de ombros, muito bem resolvido.
 - O Luan não tem nada de gay, João. - ri novamente. - Ele é muito cafajeste, isso, sim. A sociedade é invejosa. Ele explodiu com a meteoro, conseguiu se manter no sucesso e passaram a inventar esses absurdos.
 - Sim, julgam demais. Mas já passou, né? Hoje em dia todos sabem que ele é hetero. Pelo menos nos últimos anos pararam... Pera, ele é hetero, né?
 - Sim, ele é bem hetero. - balancei a cabeça e ele me olhou sem graça. - Largaram do pé dele desde 2014, eu acho. Inclusive foi no início do nosso namoro. Ele mudou a postura, as roupas, o jeito... Não que precisasse, mas enfim, as pessoas são cruéis.
 - 2014, já faz 4 anos. Eu tinha só 10!
 - Agora o safado tem até uma filha.
 - A Laura, né? Linda ela.
 - Minha enteada.
 - Ela gosta de você?
 - Nos damos muito bem, graças a Deus.
 - Da hora. - balançou os pés. - Como ele chegou em você?
 - Como começamos a ficar?
 - É. Ficar, namorar...
 - Na volta ou...
 - No começo.
 - Ah, eu era fã.
 - Sério?
 - Ih, nossa história é longa. Já passamos por muita coisa!
 - E continuam juntos?
 - Digamos que mesmo que não queiramos insistir, o destino sempre dá um jeito de juntar a gente. Luan não é o santo que as pessoas pensam, viu?
 - Não? - se interessou na novidade. - Aquele romântico que parece nos palcos?
 - Não mesmo! Ele já aprontou muito comigo.
 - Te traiu?
 - Não. Trair, não. Porém, já passamos por poucas e boas... - ele riu. - Tá rindo do quê, querido?
 - De vocês. Eu meio que criei uma imagem de ídolo do Luan. Você contando isso assim, me faz imaginar ele como uma pessoa normal.
 - Mas ele é uma pessoa normal, João!
 - Guilherme, Tanara.
 - Ok, Guilherme. Inclusive ele é seu cunhado!
 - Muito louco isso.
 - É, louco e um pouco triste. Queria ter te conhecido antes. - torci a boca, o analisando.
 - Meu pai nunca falou de você.
 - Eu nunca soube de você também.
 - Ele vacilou com você, né? Se afastou porque não deu certo com a sua mãe.
 - Eu já perdoei. - sorri serena. Aquele assunto já não me machucava como antes. - Como ele era? Digo, sua paternidade?
 - Seu Conrado era um coroa muito gente boa. - gesticulou, na intenção de descontrair. Ele conseguiu, pois minha risada ecoou por aquela natureza deslumbrante. - Tô zoando! - negou, rindo. - Meu pai era o melhor pai do mundo. Ele fazia de tudo pra ocupar o lugar da minha mãe.
 - Conseguiu?
 - Sim! Só sentia a falta dela no meu coração. 
 - Ih, eu acho que ele podia até ser legal, mas não superava minha mãezinha.
 - Ela é legal?
 - Dona Érika? Maravilhosa! Eu sou linda, né? Ela é bem mais. Foi a melhor mãe do mundo também. - me gabei, fazendo cara de metida.
 - Ui. - estendeu as mãos, rindo.
 - Você precisa conhecer minha família! Tem ela, minha vó, meu tio, meu primo...
 - Você tem outros irmãos?
 - Tenho!
 - Eu só tenho você. - sorriu doce, o que me deixou encantada.
 - Sorte sua. - mexi no seu boné. - Minha mãe casou de novo e teve minha irmãzinha, a Eduarda. Ela é criança. O Hugo, meu padrasto, tinha um filho: o Gabriel. Ele meio que se tornou meu irmão também! E ainda tem o Alexandre, meu primo que cresceu comigo, outro irmão.
 - Caraca, que família grande.
 - O Gabriel casou e eu tenho uma sobrinha. Sem contar a família do Luan, né?! Se tornaram minha família também!
 - A Bruna é muito gata, nossa senhora! - disparou, me fazendo gargalhar.

Alongamos a nossa conversa por mais um tempo e logo bateu a vontade de tomar um sorvete. Na real, eu havia obtido uma ideia. Foi um pensamento inteligente, o conteúdo dele seria fundamental na nossa relação. Pedi que ele ficasse esperando enquanto eu comprava. Só que antes de comprar, liguei para Livia. Por quê? A ideia era levá-lo no show de hoje. Se mostrou tão fã, merecia. De início ela hesitou, era uma madrinha conversadora. Entretanto, depois dos meus argumentos, ela cedeu.

 - Adorei a nossa tarde, João!
 - Guilherme, Tanara. Guilherme! - me corrigiu pela décima vez e eu ignorei, levantando a cabeça. Eu não me acostumava. - Eu também adorei passear com a minha irmã. - sorriu de lado, discreto. Aquele menino era mais centrado que eu, com 23 anos nas costas.
 - Preciso te perguntar se você gostou mesmo.
 - Já falei que sim.
 - Mas eu preciso ter a certeza! Porque se você me achou chata, não vou poder vir te buscar mais tarde.
 - Mais tarde? Hã?
 - Hoje meu marido tem show. Você topa? - fiz o convite e o sorriso dele abriu de uma forma espontânea, ficou de orelha a orelha.
 - Sério, Tanara?
 - Ai, me chama de Tatá. Tanara é muito formal! - foi a minha vez de corrigi-lo. - Sim, é sério.
 - Mas a madrinha...
 - Já falei com ela, querido! Tá pensando o quê? Sou ágil. - beijei meu ombro e ele riu.
 - Cara, meu Deus, é lógico que eu quero...
 - Então até mais tarde! Não é querendo te deixar ansioso, mas, você vai assistir todos os bastidores. É hoje que você decide se quer ser cantor mesmo! Tchau, João. - entrei no táxi de novo, rindo da sua cara de bobo. O coitado ficou sem reação. Eu tinha que fazer a noite dele ser superespecial e consequentemente, inesquecível. 

Luan achou que eu fosse demorar mais e eu já entrei contando detalhe por detalhe. Perguntou por que eu não havia chamado-o para o show e eu admirei nossa sintonia. Contei que pedi a Livia e ele nos acompanharia. De repente meu marido já estava preocupado em agradar o cunhado!

 - Você veio sozinha de novo?
 - Ih, cê tá muito interessado no meu marido, sabia?
 - Ah, é porque...
 - Eu sei, bobo. Você está ansioso, hum? Sim, eu vim sozinha novamente porque ele já está no local do show. E você, nervoso?
 - Um pouco, só. - deu de ombros, sem querer demonstrações.
 - Tá um gatão!
 - Valeu. - agradeceu. - Você também tá muito bonita. O Luan não sente ciúmes, não?
 - Ciúmes de quê?
 - Da sua roupa. - avaliou-a.
 - Tem algo demais nela?
 - Sinceramente? - assenti. - Tem. Namorada minha não vai usar isso, não.
 - Digamos que ele até tenta, mas nunca conseguiu mandar. Você pode ir parando, viu? Homem não tem que decidir o estilo da mulher. - mexi no seu cabelo, piscando o olho. Ele se esquivou, certo da sua opinião sobre aquilo e o assunto foi encerrado. Tadinho, deveria estar nervoso e eu piorando tudo.

Bastou descermos do carro para João Guilherme começar a olhar tudo com um brilho nos olhos. Tive a liberdade de pegar na sua mão. Assim, ele era mais alto que eu (quem não é mais alto que eu?) mas ainda era uma criança. Se eu perco esse menino? Livia me mata. Eu me mato. Ele ficou meio desconfortável, mas não soltou-as.

 - Oi Tatá! Oi João Guilherme, né? Beleza? - Roberval nos recepcionou na porta do camarim.
 - Oi Rober. Sim, esse é o João. - apresentei.
 - Oi, tudo beleza. - meu irmão respondeu tímido, estendendo a mão para o 'toque'.
 - Boi já tava impaciente pela chegada de vocês.
 - Eu imagino. Vem, João! - o puxei para a porta.
 - Guilherme, Tanara. Guilherme! - me repreendeu e eu fingi não escutar. A cara do Luan ao ver nós dois de mãos dadas foi hilária. Ele com certeza estava assustado pela semelhança!

 - Então esse é o João Guilherme, rapaz? - falou com seu jeitinho, me fazendo sorrir encantada.
 - É, amor. João Guilherme, Luan. Luan, João Guilherme. - puxei João para mais perto do meu marido e finalmente, o soltei. Ele parecia travado, só carregava um sorrisinho sem graça no rosto.
 - E aí, cara, beleza?
 - Beleza. - respondeu, sem se mexer. Luan tomou a inciativa de puxa-lo para um abraço, ele sabia que ele era um fã.
 - Tá com vergonha, João? - perguntei.
 - Não, ué.
 - Sua irmã disse que você gosta das minhas músicas, é verdade?
 - Te admiro muito. Nós já nos vimos, mas eu sei que é impossível de lembrar.
 - Obrigado, cara. Fico feliz! E eu acho que lembro...
 - Ai, lembra nada. Mentira ele, João! Não é culpa dele, mas ele não consegue lembrar nem o que comeu mais cedo. - interferi, fazendo meu irmão rir. Aquilo aparentemente o relaxou mais um pouco.
 - Cala a boca, sua anã.
 - Tá vendo como ele me trata? E você achando que ele era um santo.
 - Ih... - Luan olhou pro João balançando a cabeça, que parecia deslumbrado e só conseguia se expressar com o mesmo sorriso. - Sinto muito por você, cara. Merecia uma irmã melhor. - implicou, me puxando para um abraço.
 - João praticamente ganhou na mega sena, fofo.
 - É Guilherme, Tanara. Guilherme!
 - Amor, ele não tem cara de João?
 - Tem cara de Joca! Joquinha. - Loli avacalhou tudo, nos causando uma gargalhada. - Você tem quantos anos mesmo?
 - 14.
 - Tatá, como você se sente sabendo que um menino de 14 anos é mais alto que você?
 - Baixinha, né? - João Guilherme ajudou no bullying. - Nosso pai era alto.
 - A família da minha sogra também é alta. Ela é um caso à parte.
 - Sou única, né, nenéns? - reverti o jogo. - Vou fazer o quê? - cheirei a barba do meu marido.

Luan perguntou se ele queria conhecer toda a equipe que fazia o espetáculo acontecer e obviamente, ele aceitou, mais animado impossível. Eu não os acompanhei. João Guilherme estava conhecendo um mundo novo, eu seria generosa se não me metesse. Carolina e Cristina me deixavam loucas no WhatsApp. Duvidavam da minha ida e ficavam me ameaçando. Elas sabiam que eu tinha um marido anti-social e temiam. Mas nós iríamos, eu dei minha palavra!

João Guilherme não quis largar do Luan até ser extremamente necessário. O que me deixou um pouco enciumada, confesso. Queria ficar vendo-o até no atendimento, o que me fez ter a certeza que ele gostou mais do cunhado do que da própria irmã. Assistimos o show do palco e antes de entrar, Luan nos mandou ter cuidado, sempre perguntando se João estava satisfeito, confortável... todo dedicado e carinhoso.

Em todas as músicas, João ficou vidrado nos detalhes dos bastidores. Analisava cada movimento que os meninos da banda faziam. A performance do Luan, então? Seus olhos ficaram arregalados, curiosos, embriagados e deslumbrados. Eu mais assisti meu irmão do que meu marido. Observá-lo estava sendo interessante. Seu comportamento continha fascínio.

 - Ele é a sua cara, amor. Nossa senhora! - Luan comentava, após nós dois termos deixado João Guilherme em casa. Livia ficou surpreendida ao ver o Luan Santana na sua porta. Aliás, não foi só a madrinha que se intimidou com o cantor famoso.
 - Achou, meu bem? - deitei no seu peito.
 - Achei demais. Ficou tristinha por quê?
 - Não tô triste. Acho que me esgotei, não quero mais ir pra festa da Carol.
 - Ah, depois eu sou o velho, né? Você que sabe, mas ela te mata.
 - É, vamos. - selei nossos lábios. - Gostou do seu cunhado, Loli?
 - Muito. Menino educado, calmo, centrado, maduro... Só é parecido com você na aparência.
 - Hum, você tá me criticando?
 - Tô brincando, minha linda. Mas que ele tem mais juízo que você, ele tem. - deu de ombros e eu reagi com um tapa.
 - Você não vai tirar essa marmota da cabeça?
 - O quê? A faixa? Eu não.
 - Luan, olha a vergonha, tira isso!
 - Não tiro.
 - Pois não tira. Ai eu vou olhar pros gatinhos que vai ter lá.
 - Pode olhar, uai. Cê olha pra um lado e eu olho pro outro.
 - Quer saber? Fica com essa faixa mesmo! Assim nenhuma biscate se aproxima de você. - sorri convencida e ele revirou os olhos.

Carolina nem disfarçou a surpresa ao nos ver. Disse que amou e já percebemos ela meio alteradinha. Minha amiga não tem jeito! Cristina veio nos cumprimentar mais calma, ela era a mais tranquila de nós três. Os convidados começaram a tietar meu marido e não nos incomodamos. Só que ele não me deixava sozinha por nenhum instante. Tirava a foto praticamente segurando minha mão. E se não dava pra segurar a mão, olhava para o celular e em seguida olhava para o lado, para se certificar que eu não desgrudei. Ele sabia como eram os amigos da Carolina e eu não achei ruim. Pra falar a verdade, eu me encontrava mais ciumenta do que ele. O lugar estava repleto de mulheres que não iriam perdoar a presença do "Luan Santana." Pra mim, independente de quem seja, tudo piriguete. Cuidei do que é meu mesmo!

 - Você não vai beber nada, minha linda?
 - Eu não, amor.
 - Eu tô a fim. Vou pegar, cê fica aí?
 - Fica, Luanzinho! - Carolina chegou, debochada. - Relaxa gostoso, eu olho sua mulher, ninguém vai chegar nela.
 - Prefiro ela sozinha, loira. - beijou o rosto da Carol, pra implicar comigo. - Você é perigosa, vai atrair os machos. - disse e saiu. Semicerrei os olhos, viçosos.
 - Ai amiga, o Luan tá cada vez mais gostoso. Você tirou a sorte grande!
 - Carolina, se você ficar ciscando pro meu marido, eu vou dar na sua cara.
 - Vocês podiam ter um relacionamento mais aberto, né? Quero outra noite com ele. - Carol sempre fazia questão de me lembrar que já transou com o Luan. Eu me irritava? De forma alguma. Dava-me uma imensa vontade de rir! Eu sabia o quanto ele fazia gostoso e pelo visto, minha amiga nunca superou. Sim, nossa amizade era forte demais pra caber ciúmes. Eu, ela e Cristina éramos melhores amigas desde novinhas e nunca precisamos disso. Se eu tinha motivos? Todos. Carolina já foi caso do Luan e Cristina era fã como eu, já foi perdidamente apaixonada. Entretanto, eu realmente não estava nem aí.
 - Vai atrás de um pau pra sentar, sua vagabunda. - empurrei ela, que riu, embriagada.
 - Você tá sabendo da novidade?
 - Que novidade?
 - Seu ex tá de volta.
 - Erick?
 - Que Erick o quê! O Felipe, Tatá! Ele fez um Instagram.
 - Fez?
 - Fez. Seguiu eu e a Cris. Não seguiu você?
 - Não. - dei de ombros. - É até melhor, sabe? O Luan...
 - É extremamente ciumento, eu sei. Mas também, né, Tatá? Olha o que você fez o coitado passar! Não se decidia entre os dois e sabia que o Luan nunca deixou de ser louco por você. Aceitou o fim em 2015 porque enfim... Você, uma cachorra, ficou brincando com os sentimentos do meu gostoso. Preferiu ficar quicando em dois boys ao mesmo tempo! Pode nem falar de mim, é uma ordinária.
 - Carolina, meu Deus, cala a sua boca! - ela era louca. - Eu traí o Felipe com o Luan, mas quando começamos a nos envolver, nunca mais tive nada com o Felipe, você sabe.
 - Sei! Porque você é certinha e chata. Dois gostosos! Ai, amiga, a gente tem sorte. Não esqueci a pegada do Bruninho ainda.
 - Você não vale o que come. Mas por que esse interesse no Felipe? Tá querendo beiçar também?
 - Você se importa?
 - Claro que não, amiga. Vai fundo! - ela gargalhou.
 - Ai, eu iria. Mas o Luan deve odiar ele, não quero que meu gostoso se afaste de mim. Já pensou se eu aproximo o Felipe da gente? Luan nunca mais olha na minha cara e nunca mais deixa você olhar. Antes uma amiga com o marido gostoso do que só mais um boy gostosinho
 - Que ainda por cima eu peguei primeiro, né, amiga?
 - É, amiga! Resto seu só vale a pena se for o Luan. - riu, cretina. Eu também não me segurei.
 - O que tem eu? - Loli voltou, me abraçando por trás.
 - Ih, que hora péssima pra voltar, gostoso! Eu já tô indo. - saiu, medrosa.
 - Ela apertou minha bunda. - contou, me fazendo virar de frente, rindo da oferecida.
 - Carol é louca por você, amor.
 - Vou ter que pegar de novo, mesmo?
 - Pelo visto, vai. Quer ser amante!
 - Vou ver, vou ver. - se gabou, bebendo o que trouxe no copo. - O que vocês estavam conversando?
 - Quer mesmo saber? - perguntei apreensiva.
 - Por quê? É algo comprometedor? Ela estava mesmo arranjando esquema pra você? - ergueu as sobrancelhas, com um tom de brincadeira.
 - Não, amor. Estávamos falando sobre o Felipe. Ela me disse que ele fez um Instagram. - relatei, me preparando para o seu surto. Ele simplesmente deu de ombros, dando mais um gole na bebida. - Não vai falar nada?
 - Deveria ter uma opinião sobre isso?
 - Não sei. Não vai reclamar sobre ela ter tocado no nome dele?
 - Ela é a sua amiga, tem direito de comentar o que quiser com você. Na verdade eu já sabia e bloqueei ele do meu. Agora você pode ficar à vontade! Se quiser deixar ele ver suas coisas, seguir, curtir... - se virou, marrento.
 - Para com isso, vai. - segurei seu rosto para mim. - Ela falou por falar.
 - Eu não estou brigando com você, Tatá. O Instagram é seu, uai! - olhou ao redor, para não me encarar. Respirei fundo. Peguei meu celular e abri no aplicativo que estávamos citando.
 - Você lembra do user dele?
 - Não. - respondeu seco, me olhando desacreditado. - Tanara... - ficou atento, enquanto eu procurava Felipe entre os seguidores das minhas amigas. Achei e entrei no seu Ig. Mostrei a tela para o meu marido e bloqueei de imediato, na sua frente.
 - Pronto?
 - Eu não te obriguei a nada. - resmungou.
 - Eu gosto de você assim, sabia? - guardei o celular.
 - Assim como? - ele parecia mais aliviado. Só tentava disfarçar a alegria!
 - Sempre ciumentinho. - sorri, alisando sua barba. Ele desviou o olhar novamente, sem querer desfazer a pose de emburrado. - Me sinto cuidada. Amada. Protegida. - beijei ela, o que lhe amoleceu.
 - Eu já não me sinto mais inseguro. - assumiu num sussurro.
 - Você o quê? - meu coração até acelerou. 
 - Se ouviu, ouviu. Se não ouviu, não ouve mais.
 - Que bebê esse meu marido! - tomei seus lábios para um beijo, enquanto ele se entregava à um sorriso manhoso.

Carolina estava atacada e quis tirar uma foto com o meu marido. Disse que iria postar para causar. Só que Cristina também quis e se meteu. Elas duas, eu tinha que estar, não? A foto ficou linda, mas estranha. Carolina agarrava Luan e Luan agarrava Cristina. E a esposa? Lá atrás. Ele riu muito quando viu e disse que realmente postaria.

 - Lê a legenda que eu pus, amor. - ria, como uma criança arteira.
 - Não, Luan! Você não fez isso. - fiquei boquiaberta.
 - Cê num gostou? Tem problema? Não foi falta de respeito, né?
 - Não, amor, claro que não! Ficou divertido. Mas com certeza vão falar...
 - Você se importa?
 - Não! Adorei. - disse a verdade, deixando meu like. - As meninas vão pirar.
 - Minhas fãs?
 - Minhas amigas. - neguei, ainda com os dentes à mostra.

luansantana A muié e as amantes 😏✌🏼@tataccioly @crislopes @carolandrade



Na segunda-feira voltamos para São Paulo. As coisas na minha vida estavam dando mais que certo e eu acho que nunca fui tão feliz. Comecei a ver João Guilherme como uma benção. Aquele menino estava despertando novas sensações em mim...

A semana era de folga para o meu marido. Quer dizer, pelo menos o começo dela. Luan à toa + eu sem compromissos = preparativos da nossa casa. Eu achava que estava em um conto de fadas, sinceramente. Uma casa. A nossa casa. Vocês entendem? Tudo do nosso jeitinho, tudo feito sob medida para nós dois. Graças a Deus nossas mães estavam nos auxiliando em tudo! Nesses quatro dias conseguimos adiantar MUITA coisa. E é com o coração totalmente preenchido de sentimentos bons que eu anuncio: sim, em julho já poderemos nos mudar.

Obrigada meu Deus. O Senhor é maravilhoso! 

Mas bastou chegar a sexta-feira para termos que nos afastar. Shows? Sim. Eu viajar? Também. Só que não com o meu marido e sim por causa do meu próprio trabalho. Uma rádio fez uma promoção comigo. Os ouvintes participariam de uma promoção: assistir ao show do Justin Bieber, em Miami, comigo. Sortearam a menina e a data da viagem chegou. Incrível, não?

Pro meu marido, não. Implicante como só ele, começou a resmungar desde que soube. Fiz ouvido de mercador. Minha vida não girava em torno dele, eu tinha minha profissão. Se eu respeitava o seu trabalho, também merecia o seu respeito! Porém, não adiantava discutir. Ele pôs milhões de empecilhos e todos eles tinham a ver com a nossa casa. Tudo bem, realmente requeria minha atenção, mas era só um final de semana! Além do mais, Tia Zete e Dona Érika não paravam um minuto sequer.

Ele teve que viajar primeiro. Tinha show em Curitiba e Eliana daria continuidade à entrevista que fez comigo.

blogdaeliana Indo para Curitiba entrevistar um super cantor amado por todo o Brasil. Quem adivinha?? Dica: a letra do aviao 😊



blogdaeliana Terminando a noite com este querido amigo e talentoso @luansantana #luansantana.


luansantana @blogdaeliana foi lindo o dia com vc 😜 você é incrível!



 - Oi, Mita.
 - Fez boa viagem, Tatá?
 - Fiz sim, Bubu. Só tô sentindo um incômodo, mas não deve ser nada demais.
 - Incômodo?
 - É, acho que comi algo no avião que não me fez bem. Primeiro foi um enjoo, depois uma tontura... Besteira!
 - Vê se toma algum remedinho, então. Liguei pra te contar o que seu marido anda  espalhando por aí.
 - O que esse implicante fez? - revirei os olhos.
 - Disse pra nossa mãe que você tá parecendo uma adolescente de 15 anos com essa história de Justin Bieber. - ela contou se divertindo. Foi inevitável rir.
 - Luan tá enchendo meu saco desde que soube! Como pode ser tão menino assim?
 - A real é que ele tá morrendo de ciúmes.
 - De quem? Do Justin Bieber? Ah, me poupe, né, Bubu? - estava sem paciência.
 - Sim, ué. Do Justin, da viagem... Luan até gosta de você ser blogueira, mas não suporta suas viagens. Ele disse que teria sido importante você acompanhar a Eliana.
 - Ele é o dono da razão, só isso.
 - Eu tô rindo muito, você não tem noção. Ligou inconformado pra mamãe, só não te chamou de santa.
 - Deixa ele! - bufei.
 - Se eu não tivesse prestes a me formar, estava aí com você. Show do Justin, sonho!
 - Morra de inveja, Mita!
 - E a menina, é legal?
 - A Rayza? Sim, muito.
 - Ela gosta do Luan?
 - Disse que só de algumas músicas.
 - Então não vai ficar te enchendo de perguntas, olha que coisa boa!
 - Sim, sim, tem razão...
 - Eu preciso estudar, Tatá. Depois conversamos, você vai me contar tudo!
 - Ok, Bubu. Até mais, beijo. - desliguei, negando com a cabeça. A atitude do Luan me causava indignação!

Mas não fiquei pensando nisso. Precisava passear por Miami com a ganhadora da promoção: a Rayza. Ela não tinha culpa das chatices do meu marido! Esqueci as implicâncias do Luan e foquei naquela cidade linda.

tataccioly Encontrei minhas migas sereias em Miami 🐚🐬💖 O bairro de Wynwood são vários quarteirões cheeeeeios de pinturas e grafites em todas as paredes e muros dos antigos galpões. Dai conheci a Wynwood Walls, tipo um mini parque/exposição ao ar livre, que reúne obras de vários artistas americanos e de outros países também! Além das vadias intervenções urbanas, pinturas e grafites, tem cafés, bares e restaurantes. SENSACIONAL! 💗🎨 Gravei um pouquinho no meu snap pra vocês: tataccioly



radiomixfm A Rayza, ganhadora da promoção do Justin Bieber, e a Tatá Accioly já estão em Miami! 🇺🇸☀🌴 Hoje o dia foi só de passeios e curtir a cidade, mas à noite tem o grande show! 😱 Vocês poderão acompanhar tudo pelo o nosso snap: radiomixfm 👻



tataccioly Aquamarine, cadê você? 🙋🏻 Passeando com a minha bolsa concha furta cor 🐚✨



tanarizamos Tatá já está em Miami! 😍🇺🇸🌴 Poderosa, né? #TanaraAccioly



Se eu achava que o Luan não podia piorar, me enganei. Ele simplesmente passou O DIA me ligando. Sério. Com pausas de meia hora. Poxa, sabia que eu tinha que dar atenção pra menina e ficava fazendo isso? O pior era que não existia assunto. Ele ficava forçando, tentando estender. Eu já estava sem graça. Rayza com certeza percebia o quanto ele estava sendo inconveniente!

Luan's POV.

Tudo estava bem, até a Tanara começar com as viagens dela. Será possível que ela não sossegava? Me irritou pra caramba! E não, eu não tava fazendo questão de disfarçar. Ia passar dias em Miami. Fazendo? Nada, enquanto nossa casa está prestes a ficar pronta. Eliana fez a matéria comigo e por causa de Justin Bieber, ela não participou. Imaginam o quanto seria legal ela estar junto? Mas não, ela está agindo como uma adolescente sem nenhuma responsabilidade.

 - Luan, você não para de ligar pra ela, cara!
 - Uai, ela tem que saber que não é solteira.
 - Mas ela deve estar ocupada.
 - Ocupada com o quê? Com as fotos? Com os snaps surtando? Dizendo o quanto está ansiosa pro tal show? A Tanara sempre foi menina, mas agora ela conseguiu se superar. Parece que tem 15 anos!
 - Quem tá parecendo um adolescente é você. Morrendo de ciúmes!
 - Não deveria estar?
 - Não disse que é ciúmes da viagem.
 - Claro que é! Ela foi sozinha, ao invés de acompanhar o marido dela. Você escutou? Marido! Eu sou marido.
 - Não, você tá com ciúmes do Justin Bieber. - acusou e eu gargalhei.
 - Tá louco? A Tatá só vai pro show, nem vai ver esse cara.
 - Exatamente. Ela tá toda animada só porque vai pro show!
 - Animada é pouco. - revirei os olhos.
 - Você tá sentindo o que os namorados das suas fãs passam.
 - Que idiotice, Roberval!
 - Deveria assumir.
 - Só acho desnecessário essa entusiasmo todo dela.
 - Ela gosta dele, ué.
 - Ela não gosta dele! Ela nunca foi fã. A Tatá era luanete... Minha fã, do Luan Santana.
 - Não sabia que você era ciumento desse jeito, boi. E se acostuma, porque nem chegou a hora do show ainda! Imagina o tanto de snap que ela vai postar?
 - Grande merda esse Justin Bieber.
 - Vai assistir todos? - implicou.
 - Eu não vou assistir nada! Deixa ela postar o que ela quiser. Mas espera só ela chegar em casa, vai se ver comigo. - bufei, enquanto o Rober se divertia. Só porque não era a mulher dele! 

O show acabou e eu quis ir pra casa. Era próximo. E me arrependi assim que entrei no nosso apartamento.

 - Sou muito corno mesmo. Eu aqui, sozinho, e a Tanara em Miami, surtando por causa de outro cara. Vou matar você, menina! - reclamei para as paredes, me jogando na cama, exausto.

Peguei meu celular e ela não estava online. Mas bastou eu entrar no Instagram para ter notícias suas...

lunara Eu tô morrendo 😂 Os snaps da Tatá hoje foram simplesmente hiláriooooooooos! Ela está em Miami, pro show do @justinbieber 💜 G O S T O S O 😏 Ela passou o dia todo passeando com a Rayza, fã do jb e ganhadora da promoção. Fizeram comprinhas 🛍 e nos lugares que elas foram, está incluso uma loja de doces! 🍬 Queria poder comer de tudo e ser magrinha que nem a maravilhosa, sem academia. ☹ Enfim, ela tava mostrando que nessa loja tinha tudo de doce e... (eu urrei 😂) até mesmo uma lingerie TODA COMESTÍVEL/DE DOCE! 👙 Ela pareceu amar a ideia, ou seja, EU TO RINDO PORQUE TO COM A IMPRESSÃO QUE ELA COMPROU KKKKKKKKK imaginaram besteirinha que nem eu? 🙊 #inovarnacama #luanzinhopira #voltouatreinar #masjávaiengordar #porquevaicomeressalingerie #comestivel #todinha #entendedores #entenderão 😇 @tataccioly @luansantana 👫🔥



Devo confessar que isso mexeu bastante com a minha imaginação. Mas, não! Você está bravo com ela, Luan.

lunara MANO DO CÉU! 😂 ela tá nervosa tipo a gente em show do boy dela, sabe?
  #TatáMiga #AGenteTeEntende #SeNãoForPraTombar #ElaNemVai 🙅🏻💋



Até a Priscila percebendo o desespero dela. Que ridículo, Tanara!

lunara AS LINDAS NO LOCAL DO SHOW! 💃🏻 PRONTÍSSIMAS PARA DANÇAR MUITO AO SOM DO GOSTOSINHO 👨🏼🎶💆🏻



tataccioly Hey @justinbieber tô chegando! 🙋🏻 Chegou o dia do show!!! Tô usando o boné e a camiseta da loja oficial dele, socorro! 💗💗💗 Vem comigo no snap, seus lindos! 👉🏻 tataccioly



O pior era que a desgraçada estava linda! Mas pra quê ir com as roupas dele? Desnecessário.

Criei coragem para ir até seu SnapChat antes de tomar banho e Tanara estava pior do que eu esperava.



 
   

Nem pensei, a liguei na mesma hora. Mas não precisei falar nem um oi...

 - O que é Luan Rafael? Meu Deus do céu! Eu cheguei agora aqui... Para de ficar me ligando! Se eu não tô atendendo é porque eu tô ocupada. Que saco. Tchau. - desligou na minha cara e eu suspirei, desacreditado. Ele falou assim comigo? Pronto, agora já estava puto e quase taquei a porra do celular na parede. Quem ela pensa que é? Fui pro banheiro batendo em tudo que eu via pela frente.

Aliás, a palavra 'puto' não descrevia nem metade do meu estado. Nem mesmo a água gelada conseguiu me acalmar.

Tanara's POV.

Totalmente esgotada, prestes a entrar no show, eu dei um basta no Luan. Não tinha mais nem um pingo de paciência. Fui grossa. Só que eu simplesmente odiava isso. Ainda mais com meu Loli! Resultado? Passei o show todo com a consciência pesada. Porém, eu era obrigada a disfarçar e gravar o show com se nada tivesse acontecido.

Voltei pro hotel com o coração apertado e antes mesmo de começar a tirar a roupa, liguei pra ele. Ele não atendeu nem na 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª tentativa...

 ''Desculpa vai, me atende 😞'' 

Enviei essa menagem e ele visualizou na hora. Ou seja, liguei novamente e dessa vez ele me atendeu:

 - O que é, Tanara? Ligou pra gritar comigo de novo?
 - Amor, desculpa, tá? Você me estressou o dia todo! - usei a voz mais dengosa possível.
 - Eu te estressei?
 - Nem vem! Você não tinha nada pra falar comigo, fez pra implicar! Parece criança...
 - A única criança aqui é você. Acha que tem 15 anos. Pior, acha que é solteira pra ficar soltinha desse jeito.
 - Por que o show te incomodou tanto? Eu não fiz nada demais, poxa. - continuei mansa, mesmo estando certa. Os dois exaltados não prestaria e eu realmente não estava a fim de brigar. Estávamos há dias sem sequer discutir, ele estraga tudo.
 - Imagina, nada demais.
 - Amor...
 - Você acha certo eu estar em casa e você aí, curtindo?
 - É o meu trabalho!
 - Não, esse não é o seu trabalho. Já tá no hotel?
 - Tô. - respondi. Ele estava muito bravo, e agora?
 - Acho que já te perturbei demais, não é? Fica aí curtindo Miami, você pode, não tem responsabilidades...
 - Espera, amor. Olha, você tá com o notebook aí?
 - Por quê?
 - Vou fazer uma chamada de vídeo. Preciso tirar a maquiagem...
 - Não. Não quero te ver. E nem falar com você. Não tira a maquiagem, não. Vai pra balada, aproveita a noite. - falou sarcástico.
 - Loli, para com isso! Eu já pedi desculpas.
 - Eu odeio grosseria, Tanara. E veio justamente de você.
 - Por favor, deixa eu fazer a chamada? - pedi e ele desligou na minha cara. Fechei os olhos, respirando fundo. Encarei o celular, chateada. E demorados minutos depois, uma mensagem dele me causou um sorriso.

''Peguei o notebook 😑''

Peguei o meu e pus na cama. Liguei ele e iniciei a chamada de vídeo. Meu coração acelerou quando a tela estampou seu peitoral e sua boca. Só pegava isso. Ele parecia estar sentado e o notebook apoiado em alguma mesa.

Roía a unha, evidentemente nervoso e chateado. Você só vacila, Tanara!

 - O que você quer? - perguntou.
 - Vai ficar mesmo chateado comigo?
 - Vou. Só isso?
 - Amor, você que me provocou...
 - Você é casada, dá pra entender? Não era pra tá aí nessa merda. - não dava pra ver seu olhar e isso me angustiava.
 - Você é muito incompreensível. - levantei para pegar os lenços demaquilantes.
 - Ah, claro, porque eu sou o errado sempre.
 - Não é sempre mas tá sendo agora. Sabe que é meu trabalho, que eu tava feliz com o show e ficou tentando estragar. Pensei que você gostasse de me ver bem!
 - Não fala isso. Eu sempre quero te ver bem, mas você parece que faz de propósito. Tanara você não tem mais 15 anos pra ficar surtando como você surtou.
 - É sério que você tá querendo decidir o que eu posto? Tá querendo me oprimir?
 - Tô querendo te poupar da vergonha. Uma mulher enlouquecendo por causa de Justin Bieber! - eu acho que estava começando a entender. - Coisa ridícula! Deixa o marido em casa pra ficar curtindo show, sozinha, em outro país. Vão pensar o quê de mim? - o Luan não gostava de discutir. A não ser quando estava com...
 - Luan você tá com ciúmes do Justin Bieber? - voltei pra cama e tirei o boné. Ele ficou calado. - Espera aí, você tá com ciúmes porque eu tava entusiasmada pro show?
 - Entusiasmada é bem pouco, né?
 - Eu não acredito!
 - Então vai à merda, Tanara.
 - Não desliga, amor, para com isso. - ele bufou e fechou a mão em punho. Se eu estivesse lá iria apanhar? - Eu gosto das músicas dele e tava ansiosa porque o show é muito foda, só isso.
 - É, eu vi como você gostou. Quer saber? Não tô nem aí. Cê faz o que você quiser, fica aí puxando saco de Justin Bieber..
 - Você tá parecendo os namorados das suas fãs.
 - Olha, Tanara...
 - Para de brigar comigo, amor. Eu não tenho culpa se o jogo virou! - arrisquei dar uma risadinha.
 - Hã? Jogou que virou?
 - Você sempre tá no lugar do cantor, hoje virou o namorado que tem ciúmes do cantor. Foi fofinho! Se tivesse assumido antes a gente não tinha discutido tudo isso.
 - Fofinho é meu pau! Eu não gostei mesmo.
 - Eu perdoo os seus ciúmes.
 - Quem tem que perdoar alguém aqui sou eu, Tanara! Eu tô puto com você! Acho melhor desligar.
 - Loli, para de brigar comigo, você tá me magoando. - levantei novamente e fiquei meio de costas, pra pegar mais lenços. Ele ia falar algo, mas logo mudou de assunto:
 - Tanara que short é esse?
 - O que tem ele? - encarei meu short.
 - Por que você não foi logo nua?
 - Ai, não começa.
 - Não começa? Tanara, levanta essa blusa. - levantei, revirando os olhos. - Que absurdo é esse, Tanara? Esse short tá menor que uma calcinha.
 - Loli, menos.
 - Menos? Se eu tivesse visto isso nunca deixaria.
 - Você viu na foto.
 - Mas não prestei atenção!
 - Por que você não foi logo só de calcinha e sutiã? Tô vendo seu útero. - começou a me dar bronca, como se fosse meu pai. Coisa insuportável! Irritada, eu tirei o short na frente dele.
 - Tá feliz? Que saco. - sentei na cama.
 - Depois que os caras te comem com os olhos, o que adianta?
 - Você tá muito exagerado hoje, Luan.
 - Sem contar as fotos, né? Olha, de verdade, ter ido só com a camiseta era melhor. Mais prático e a mesma coisa aparentemente! - respirei fundo. Como eu ia acalmar ele? Qualquer coisa que eu dissesse ele usaria contra mim. Amarrei o cabelo e tirei a blusa, enquanto ele ainda resmungava. - Ou, ou, tá fazendo o quê?
 - Tirando a roupa pra tomar banho?
 - Nós estamos conversando.
 - Mas eu estou com calor, qual o problema? - tirei-a por completo e joguei. Eu juro que falei com total inocência, até percebe-lo desconcertado após me ouvir pronunciar a palavra "calor". Ajeitou a câmera do notebook e agora eu via seu rosto completo. Eu sou muito sortuda mesmo! Sabe aonde estava o olhar de Luan Rafael? No meu sutiã preto de rendinha. Secava meus seios mesmo sem querer.

Descobri seu ponto fraco.

Bom, cada um joga com as armas que têm, certo?

 - Gostou? - perguntei, depois de observá-lo sem conseguir tirar os olhos.
 - Gostei de quê, Tanara? Veste uma roupa, vai que alguém entra aí.
 - Eu estou sozinha, meu bem. Os quartos de hotéis são seguros, esqueceu? A porta está trancada. A única pessoa que está me vendo e sempre me vê assim, tanto no Brasil como aqui, é você... - pisquei e ele passou a mão no cabelo, desconfortável.
 - Tanara, para com isso! Veste uma roupa, não consigo brigar com você dessa maneira.
 - Não? Jura? Mas seria tão mais divertido. - formei um bico nos lábios. - Falando nisso, amor, eu ia te mostrar o que nasceu bem aqui em mim... - pus a mão em um dos meus seios e com duas unhas, comecei a alisar um lugar aleatório. Não tinha nada ali, eu só queria que ele olhasse. Aproximei meu busto da câmera e ele ficou tão sem graça que me deu vontade de gargalhar. - Está vendo?
 - Não tem nada aí, Tanara.
 - Claro que tem, amor. Não tá dando pra ver? - continuei alisando e ele pareceu engolir seco. Isso!
 - Não, Tatá...
 - Que pena. Então aí eu te mostro! - sorri, afastando a câmera. Meu rosto voltou a aparecer e ele suspirou aliviado. - Amor, eu já tô com saudade, sabia? - afastei o notebook até ponta da cama e deitei, de modo que desse para ele ver todo meu corpo.

Você não vai ser idiota ao ponto de continuar querendo brigar, Luan Rafael!

Virei de lado, ficando de frente para a câmera. Ele me olhou sem jeito novamente, desentendido.

 - O que você quer? Para com isso, vai tomar seu banho.
 - Você é muito insensível. Eu aqui falando que estou com saudades e você nada. Fala que tá com saudade de mim, amor. - alisei minha barriga e seu olho foi diretamente pro meu umbigo, digo, minha calcinha minúscula.
 - Tatá...
 - Seja recíproco com a sua esposa.
 - Eu tô com saudade de você! Pronto? Sossega, vai.
 - Sabe o que é, amor? Esse sutiã tá me apertando. - pus as mãos nos seios e ele balbuciou algum xingamento que eu não fui capaz de entender. - Você podia estar aqui para tirar ele pra mim, né?
 - Você está judiando de mim.
 - Ai, não gosto de judiação. Eu prefiro carícias, amor. Iria acariciar todo esse seu peitoral, suas costas... Ia arranhar bem de leve. - vi sua mãozinha indo pra debaixo da mesa e deduzi onde seria seu objetivo. - Também queria seus beijos. Queria que vocês beijasse meus lábios. Não disse quais. - dei uma risada sexy, mexendo no elástico da minha calcinha. - O Justin não me cansou, amor. Estou cheia de energia. - abaixei a lateral da calcinha um pouco, sem que desse para ver minha intimidade. Ele mordeu os lábios e pelas veias do seu braço, apertou seu membro.
 - Eu já queria matar você. Agora, então.
 - Você já foi mais romântico, sabia? Sua mulher praticamente nua na sua frente e você sendo incapaz de emitir pelo menos um elogio...
 - Você geralmente é gostosa, mas agora, está fodidamente. - novamente liberei uma risada fogosa. - Isso não se faz, Tanara. É perigoso!
 - O que você vai fazer comigo através de uma tela de computador? - provoquei.
 - Você deveria imaginar o que eu vou fazer com você quando você chegar, sua cretina.
 - Você disse que ia me matar, mudou de ideia? Se eu morrer, quem vai ficar molhadinha só de te ver sem camisa? Se eu fosse você repensava.
 - Filha da mãe.
 - Você tá apertando minha parte preferida, amor? Aperta gostosinho, porque se eu estivesse aí, estaria fazendo isso. - vi seu braço se movimentar. - Mas só aperta, a brincadeira mal começou.
 - Você quer mesmo fazer isso?
 - Quero. - abaixei as alças do meu sutiã. - Queria também você pondo seu rostinho aqui, entre eles. - alisei meus seios.
 - Tanara. - ele disse num quase gemido, deveria ter apertado seu pau de novo.
 - Já disse que estou com calor? - tirei o sutiã por completo, suas pupilas dilataram na mesma hora. - Me sinto melhor agora.
 - Desgraçada.
 - Miami tá calor, você não sabia? Sua saliva podia me refrescar, amor. Imagina que delicia, sua linguinha aqui... - rodeei meu mamilo e ouvi um barulho forte. Ele chutou a mesa? - Que susto, amor. Ai meu coração... - apertei o seio esquerdo. - Prefiro você fazendo isso, sabia? Eu não sei a pegada certa. Olha que sem graça. - fiquei apertando, devagarinho, observando seu braço se controlando para não começar a punheta. O que ele estava esperando? - Ficou mudo, amor? Que suspiros pesados. Até parece que está sofrendo...
 - Você é uma cadela.
 - Só não lato porque queria fazer isso com você em cima de mim, manuseando seus seios. Eles são tão seus. Estão tão tristes com essa distância.
 - Tanara...
 - Não gosto desse lugar que você está. Vai pra nossa cama. Me imagina lá.
 - Não posso levantar.
 - Por que está duro? Meu bem, se você soubesse que te ver ereto assim, só por minha causa, deliciam meus olhos. Essa imagem do seu colega é tão maravilhosa, não tenha vergonha. Só não é melhor da dele entrando e saindo de mim. Assim, devagar, bem gostoso.
 - Desgraçada. - levantou e caramba, ele estava apontado apenas em me ver. Pôs o notebook na cama e sentou, meio desconfortável. Eu sei, doía.
 - Está doendo, amor? Mas vamos acabar com essa espera. Olha que tristeza, sua bermuda está explodindo. Liberta o coitado!
 - Não antes de você.
 - Eu não tenho nada para libertar, amor. A não ser meus gemidos.
 - Tira a calcinha, Tanara.
 - Até que fim uma atitude! Pensei que tivesse desaprendido.
 - Nunca fizemos isso.
 - Mas só você sabe me tocar, como eu faria isso sem seus comandos? Só você me conhece, meu bem. Acho que não vou conseguir. - fui tirando a calcinha devagar e ele pegando o membro na mesma velocidade.
 - Rápido, Tanara! - ordenou, me enchendo de tesão.
 - Pronto, meu amor. - mostrei a calcinha, agora eu estava totalmente despida na frente do meu marido.
 - Agora você vai por o computador na sua frente.
 - Você quer essa visão?
 - Sim. Me obedeça.
 - Como quiser, meu bem. - peguei o notebook e pus bem na minha frente.
 - Não. Você vai por ele entre suas pernas, eu quero estar dentro de você.
 - Não sei se me sinto bem...
 - Eu já te vi de todos os ângulos, isso não é novidade.
 - Eu sou tímida, amor.
 - Você é ordinária, isso, sim. Anda! No meio das pernas. - disse rígido e eu obedeci. Pus o notebook no interno das minha coxas. - Deita e coloca elas em cima dele. Se aproxima da câmera. - fiz, ficando literalmente arreganhada para ele. Vergonha? Aquilo estava excitante. - Que visão maravilhosa, minha linda.
 - Agora é minha linda?
 - Agora você vai precisar de cuidado.
 - Vou?
 - Vai. Mas se preferir eu volto com a agressividade! Deixa eu ver suas unhas.
 - Minhas unhas, amor? Você quer ver minhas unhas?
 - Claro, gostosa. Não vou te perdoar se você machucar meu lugar preferido! - estendi a mão e ele avaliou. - Como eu imaginava, grandes. Vai ter que ir devagar, senão vai se machucar. Com jeitinho, amor. Eu vou guiando você.
 - Como você me faz gozar tão rápido?
 - Você é sensível.
 - Não é só isso...
 - Eu sei onde tocar.
 - Então me ensina.
 - Vamos fazer um combinado, você fica caladinha porque de agora em diante eu só quero ouvir seus gemidos.
 - Que maldade me calar assim!
 - Na verdade eu preferia te calar com meu pau, fodendo sua boca linda, mas estou impossibilitado.
 - Mudou de opinião sobre os meus boquetes?
 - Digamos que sim! Por causa da sua má criação nessa viagem, você está me devendo um.
 - Eu também acho que desaprendi, meu bem.
 - Eu ensino. Eu gosto de ensinar as coisas pra você, com muita calma. - gemeu, ao me ver abrindo meus lábios vaginais. Não sabia o que fazer. - Gostaria de cair de boca, merda.
 - Você que quis essa visão.
 - Cala a boca, Tanara! Eu só quero seus gemidos, já falei. Não tenho culpa se sua intimidade é tão apetitosa. Minha língua faria o trabalho certo, já estou com saudade do seu gosto... Ah, caralho, esse visão é muito torturante. Eu quero te chupar completamente!
 - Então vem, amor. São só oito horas de viagem.
 - Não me provoca! Alisa seu clitoris pra mim. - mandou e eu fui tentar satisfazê-lo. Alisei com calma, eu nunca havia feito aquilo, essa parte sempre era dele. Por estar deitada eu não conseguia enxerga-lo, mas, comecei a ouvir seus grunhidos. Então ele também já estava se tocando. - Aperta. - exigiu e assim que fiz, gemi. Aquilo era... - Gostoso, não é? Você está acostumada com isso, só que pelos meus dedos. Faz de novo, gostosa. - pediu em um gemido e eu fiz.
 - Luan. - chamei por ele.
 - Eu estou aí, minha linda. Sou eu que estou tocando você! Gostaria de enfiar logo. Minha punheta não vai aguentar por muito tempo e eu quero me derramar juntamente de você. Desça seus dedinhos. - fiz. - Somente um... - meti.
 - Ahhh..
 - Você é deliciosa, daria tudo para também estar te chupando. - movimentei. Aquele homem conseguia me enlouquecer mesmo por uma tela. - Que visão incrível. À milhares de quilômetros eu consigo enxergar perfeitamente o quanto você é apertadinha. Acho que você merece mais um... Vai, põe outro dedinho. - ele falava com rouquidão, gemendo, o que me deixava mais excitada ainda. Por impulso enfiei o outro dedo e gemi mais alto do que da primeira vez. - Isso, gostosa. Movimenta pra mim, vai. Do jeito que eu faria.
 - Luan, ahh..
 - Meu pau está do mesmo jeito. Fundo dentro de você. Você é toda minha. Gostosa.
 - Ahh, ah...
 - Quando estiver perto você me fala. - disse com mais dificuldade, ele também estava quase lá. - Se eu estivesse aí, Miami ficaria pequena para o meu pau entrando e saindo de você. Forte, fundo. Foder você é melhor sensação do mundo. Deliciosa. - movimentava os dois dedos de uma forma inexperiente. - Você não precisa fazer bem feito, você nunca mais vai precisar fazer isso. Esse papel é meu. Só meu. Suas unhas estão machucando? Mais rápido, gostosa, desse jeito eu vou gozar primeiro. Vai, goza pra mim.
 - Eu vou...
 - Goza pra mim. Eu quero ver. Já não estou mais aguentando. Você é sensível. Estou vendo, está no caminho certo. Estou estocando você, cheio de tesão... - e eu estremeci. Gemi alto tendo meu primeiro orgasmo comigo mesma. Ele, segundos depois. Eu não sabia o que fazer e simplesmente abaixei tela do notebook com tudo.

Céus, o que eu fiz?

Luan's POV.

Tanara era uma bandida. Viu que eu estava incontornável e foi logo para o meu ponto fraco: seu corpo. Quando percebi, já estávamos entregue à uma aventura nova. Nós transamos virtualmente. A vontade de não brigarmos deixou-a ousada e puta merda, que mulher! Sempre se renovando, se reiventando só para me enlouquecer. E ela sempre conseguia. Desgraçada. A filha da puta era atrevida mesmo quando não sabia sobre o assunto! Ela nunca havia se tocado. Os dedos que a acariciavam sempre eram os meus. Acreditem: sua inexperiência deixou tudo mais gostoso para mim. Resultado? Eu fiquei desejando-a a noite toda. E quando finalmente consegui dormir, tive um sonho erótico. Sim, vocês não gostariam nem de imaginar o que fizemos nele. Criei novas fantasias com a mulher que eu amo e não via a hora de realizá-las. Eu vou matar você, Tanara!

E como se eu ainda estivesse sonhando, acordei com sua voz. O que era impossível, já que ela só voltaria daqui a dois dias. Entretanto, parecia tão real...

 - Loli, acorda! Pelo amor de Deus. - abri os olhos devagar e me deparei com a cena da minha esposa sentada em mim, quase pulando.
 - Ahn... - cocei os olhos.
 - Loli! Amor! Eu tô aqui. - beijou meu rosto e meu Deus do céu, era o cheirinho dela mesmo. - Você não vai acreditar no que eu descobri!
 - Tatá, mas você não tava em...
 - Eu não aguentei de saudades, vim embora. Adiantei meu voo! - ela falava eufórica. - Assim que nós... - a analisei e percebi uma vergonha. - Ai, Loli, não vamos falar disso.
 - Você tá aqui mesmo? - peguei em seus braços.
 - Tô, meu amor! Me dá um beijo. - puxou minha cabeça e prensou nossos lábios. Nem pus a língua com o susto. Então passou a beijar todo meu rosto. Ok, o que estava acontecendo com ela?
 - Você viajou logo depois do que fizemos?
 - Sim!
 - Você deixou de ficar em Miami por fogo, Tanara?
 - Por você, meu bebê. - deitou de bruços em mim. Parecia tão inocente agora, nem imaginava o retrato que eu tive dela a noite toda. - Parece um leãozinho quando acorda. - beijou meu peito, me agarrando.
 - O que aconteceu, sua louca? - me permiti rir do seu jeitinho carinhoso.
 - Eu descobri uma coisa no caminho que vai mudar as nossas vidas. Tô tão feliz! - se mexeu em cima de mim.
 - Ai, Tatá. - resmunguei depois dela quase me machucar.
 - Ai, machucou? Você tá me chamando de gorda?
 - Conta logo, quase me mata do coração. Ontem estava em Miami e agora tá em cima de mim, se balançando que nem uma criança.
 - Tem a ver com criança. - abriu um sorriso gigante.
 - O que você aprontou?
 - Vai mudar nossas vidas, Loli. Mas eu quero tanto...
 - Tatá, eu tô com sono...
 - Para de ser chato, seu velho! Eu aqui, largo minha viagem de mão só por você, ainda por cima trago uma notícia boa e você falando de dormir.
 - Desculpa minha linda, mas às vezes parece que você não fala coisa com coisa... Tá se esperneando em cima de mim e até agora não disse nada.
 - Só vou contar quando você me receber direto. - levantou, emburrada. Eu sentei, passando a mão no rosto.
 - Vem cá... - entendi meu braço e ela me olhou com os olhos semicerrados. Ela não estava brava, só estava fingindo. - Minha linda!
 - Ai, tá, estou tão feliz que nem consigo fingir uma raiva. Af! - segurou na minha mão e se jogou no meu colo. Era uma menina, minha nossa senhora. Quando ela ia crescer? Seu sorriso batia de orelha a orelha e eu realmente não tinha nenhum achismo sobre a tal maravilhosa notícia. Beijei sua testa e incentivei-a para contar de uma vez, sem demoras. Eu estava confuso, sonolento e agora, bastante curioso.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Capítulo 49


Luan's POV.

 - Eu não posso falar disso agora.
 - Não pode falar do quê agora? - perguntei e a percebi aflita após meu questionamento. Tinha acabado de sair do banho, ainda estava apenas de toalha. Com qual pessoa ela não podia tratar de um específico assunto na minha frente? Prossegui intrigado, até Tanara explicar-se:
 - Lare, ele saiu do banheiro e já estamos atrasados. Podemos falar disso depois? - falou em bom som e eu balancei a cabeça, como um "ah, entendi". - Ok! Diz que eu mandei um beijo pra minha afilhada. Tchau. - desligou a chamada com nossa comadre.
 - O que ela queria? - fui atrás da cueca; minha mulher já estava arrumada, eu realmente estava atrasado.
 - Falar sobre o aniversário da Alice. - completou.
 - Já estamos no mês dela?
 - Não, amor. Deixa de ser desligado! É em julho, mas passa rápido. - sorriu sem graça e eu me contentei. Encerramos o assunto e só trocamos palavras novamente quando eu pedi ajuda com a minha roupa. Auxiliar-me era o mínimo que ela poderia fazer para se redimir por tantas viagens, hum? Afinal, era... blogueira. 

Tanara deu sua poderosa opinião, terminou de se produzir e fomos rumo ao nosso destino. Os meninos nos acompanharam, eu sempre tinha que andar escoltado. Ela entendia.

 - Comprou, minha linda? - perguntei, após nos reencontrarmos no estacionamento. Assentiu sorrindo e me surpreendeu com um selinho. Os meninos entortaram a boca, segurando o riso; certamente estavam com uma imensa vontade de zoar-me. Tatá era a única mulher naquele ambiente, o que não exigia seu constrangimento. Deveria estar acostumada e bom, havia minha presença.
 - Comprou presente pra mim, Tatá? - Testa indagou em tom de brincadeira.
 - Sinto muito, Rober. Por que não me pediu? Escolheria algo legal. - disse, dando uma piscadela, o que animou os outros.
 - Se é assim, amanhã podemos vir de novo. - Élton sorriu, oferecido, enquanto ela se aconchegava ao meu lado. Até chegarmos no hotel sustentamos uma conversa distraída. Minha esposa é carismática e conseguia participar dos nossos assuntos masculinos. Como já disse, para ela não existia esse problema.

Tanara's POV.

 - Cheguei, meu bem! - avisava ao meu marido, que estava curioso do outro lado da ligação.
 - Esse lugar é longe, hein, amor? Caramba. - ele ponderou.
 - Sim. - concordei. - Vou falar com a aniversariante, Loli...
 - Que horas devo mandar o Élton ir te buscar?
 - Não sei. Quando a festa tiver acabando ou eu não estiver mais a fim de continuar nela, te envio o endereço, tudo bem?
 - Tá certo. - respondeu.
 - Não vou passar muito tempo! Até porque, aniversário de criança acaba logo. - levantei meu olhar para observar aquele local desconhecido e Livia, do nada, apareceu na minha frente. Como ela se pôs ali, tão repentinamente? - Preciso desligar, amor. Até mais, beijo! - falei baixinho e depois das suas breves palavras, desliguei.

 - Fico feliz que você tenha vindo. - ela disse, aparentemente satisfeita com a minha ida.
 - Fui muito injusta com você.
 - Esqueça! Ficou abalada, foi super normal. - sorriu, compreensiva.
 - Cadê a sua filha?
 - Está ali. João Guilherme também... - meu coração disparou e o nervosismo tomou conta. Então, sorri de lado, sem reação. - Ele sabe de você. Só não sabe como você é. - ela disse. Parecia tão ansiosa quanto eu. - Prefere que eu lhe apresente agora, ou...
 - Eu prefiro ver logo a Júlia. Depois, quero vê-lo. Pretendo me aproximar sem que ele saiba que eu sou eu. Tudo bem pra você? - ficou confuso? Por que isso agora, Tanara? Quanto receio.
 - Tudo bem! - exclamou, entusiasmada.

Nos dirigimos até a garota, que carregava um lindo sorriso no rosto. Demonstrava muita alegria ao estar completando mais um ano de vida. Educada como a mãe, agradeceu o meu presente e os meus "parabéns". Júlia não carregava traços de Livia e me bateu uma forte curiosidade: parecia com o pai? Precisava constatar isso e felizmente, não demorou. Sim, todos os resquícios da sua aparência eram dele. Me acomodaram numa mesa e sem perceber, já procurava meu irmão. O garçom passou com a primeira rodada de salgadinhos e sequer prestei atenção nele. Meus olhos sobressaltados estavam em busca de...

 - João Guilherme? - balbucio, sorrindo, depois de finalmente acha-lo. Céus, pessoalmente ele parecia ainda mais comigo! Como isso era possível? Estava conversando com o padrinho e o seu jeitinho era encantador. É lindo (modéstia parte)!

Acompanhei seus passos. Se afastou de Gustavo e sentou numa mesa sozinho. Mesmo não estando em clima de festa, notava-se sua grande consideração por Júlia. Fiquei encarando-o por um tempo, até ter uma brilhante ideia:

 - Oi. - o cumprimento, após cutucar seu ombro levemente. Ele virou um pouco distraído e sorriu amarelo, ao ver que era só mais uma convidada.
 - Oi. - franziu a testa, como quem não estava entendendo nada.
 - Tudo bem? - sorrio de canto. Eu era pequena, mas, dava para deduzir que minha idade era acima de vinte, hum? Não estava parecendo um flerte, certo?

Que pensamentos desnecessários, Tanara!

 - Tudo. - respondeu apreensivo.
 - Vou incomodar se... sentar aqui, com você? - puxei a cadeira, antes mesmo de ouvir sua opinião sobre aquilo.
 - Não. - deu de ombros. Curiosinho e animadinho. Ok, meu irmão já era cafajeste?
 - Olha, eu sou casada, tá? E tenho 23 anos. - expliquei e acabei causando uma gargalhada nele. Fui inconveniente, eu sei. Mas nesse caso era melhor ser direta!
 - Qual seu nome? - perguntou.
 - Tanara. - eu falei. - O seu, qual é?
 - Guilherme.
 - Só Guilherme?
 - João Guilherme. Mas, só gosto de Guilherme.
 - Não devia. João é um nome lindo!
 - Feio e muito comum. - me repreendeu e eu acabei rindo. - Você conhece a Júlia da onde? Nunca te vi ou ouvi falar de você. - concentrou sua atenção no meu rosto, talvez tentando recordar. Ele era observador. Será que percebeu a nossa semelhança? Abri a boca inutilmente. Não conseguia pensar em palavras cabíveis ou sequer uma boa desculpa. - Hein? - insistiu, arqueando uma das sobrancelhas. Minha boca ficou seca e graças ao meu bom Deus, o garçom apareceu com uma bandeja de refrigerante, disposto a molha-lá e salvar-me. Nós dois pegamos dois copos. Coincidentemente, guaraná. Bebemos, trocando olhares desconfiados. Não, eu não estava desconfiada. Ele, sim. Eu não sabia como reagir e optei por imitá-lo.
 - É o quê da Júlia?
 - Os pais dela são meus padrinhos.
 - Convivem há muito tempo?
 - Sim, crescemos juntos. - para de interrogar o garoto, Tanara! Isso tem que ser uma conversa saudável, sem que ele perceba o que está acontecendo.
 - Hum... Por que escolheu ficar sozinho? Eles estão tirando fotos.
 - Eles são uma família? - perguntou retoricamente.
 - Seus pais não vieram? - a intenção não era machucar. Porém, como uma estranha adivinharia que ele havia perdido os pais?
 - Não. - foi curto. Me arrependi na mesma hora. - Não me respondeu de onde conhece a Júlia.
 - Livia é uma amiga.
 - Madrinha nunca falou de nenhuma Tanara. É um nome meio original, né? Eu lembraria. - se gabou e sua expressão foi engraçada. Não parecia um adolescente revoltado e deprimido.
 - É bem diferente.
 - Eu queria ter um nome diferente.
 - Pra quê diferente se o seu já é bonito, mocinho? Aliás, quantos anos você tem? Eu falei a minha idade. Você, não.
 - Tenho 14.
 - É alto. Parece que tem mais! - afirmei.
 - Obrigado. - passou a mão no cabelo, como meu marido. Logo lembrei que ele era fã, devia ter pegado a mania. Ou sei lá, uma coincidência.
 - Cadê seus amigos em comum com a Júlia?
 - Conheço só alguns. São mais novos, estão preocupados com outra coisa. - disse, apontando para o pula pula.
 - Por que seus pais não vieram?
 - É que, ahn, meus pais faleceram. - respondeu claramente desconfortável. Perdão, mas era preciso.
 - Nossa, eu sinto muito.
 - Minha mãe já faz alguns anos. Agora meu pai, tá recente. Não precisa ficar com pena, viu? Odeio isso. - bebeu o guaraná, perceptivelmente com maturidade para sustentar aquele assunto. Ele estava me surpreendendo!
 - Você, então, está com quem? - indaguei.
 - Com meus padrinhos. - deu de ombros. Demos uma pausa enquanto o garçom estendia mais uma bandeja com outro tipo de comida. Novamente, nós dois decidimos pegar. Mastigamos nos olhando. Ele decifrou meu olhar, esperava que eu continuasse a interroga-lo.
 - Mais um motivo para você estar naquelas fotos, não?
 - Não. Não é porque eles estão cuidando de mim que se tornaram meus pais. Meus pais morreram.
 - Não seus pais, mas sim, sua família. - ficou calado, olhando para o chão, pensativo. Então ele não se sentia parte da família? Normal! Talvez seja uma questão de tempo.
 - Por que seu marido não veio?
 - Ele é meio ocupado.
 - Não deu tempo chegar do trabalho?
 - Ele vai sair pro serviço daqui a pouco.
 - Trabalha na noite?
 - É. - tombei a cabeça.
 - É segurança? Porteiro? Vigia?
 - Digamos que nesse meio. - disse com um ar de mistério. Ele desistiu.
 - Vou pegar crepe, você quer? - levantou, cavalheiro.
 - Pode ser. - sorri agradecida e ele saiu, em passos largos.

Cheguei nele de uma forma meio... exótica, mas, ele não se assustou. Pensei que tivesse inventado a história do crepe para fugir, com medo, me chamando de louca e todos os sinônimos dessa palavra. Só que ele realmente foi buscar os nossos crepes! Impressionante. Sinal que, eu não estraguei tudo, não é? Fiquei feliz ao vê-lo voltando para a mesa. Um suspiro aliviado resumiria o que senti. Alongamos nosso papo. Eu tomava cuidado, pensava muito antes de pronunciar qualquer palavra. No final, depois de boas risadas, já me sentia um pouco adolescente. Tudo isso era tão sobrenatural. Cantamos os parabéns e eu permaneci mais uma pouco. Conclui que mesmo sendo só uma criança órfão, João Guilherme era muito inteligente e conseguia manter nosso interesse em seus assuntos. Se eu não soubesse o que ele estava passando, jamais desconfiaria. Juro!

Livia não nos atrapalhou uma vez sequer e isso só fez nossa conversa fluir.

Eu gostei do meu irmão. 

 - Adorei nossos papos, João. - me despedia. Nunca estive tão... cheia. Festa de criança realmente não é recomendável para quem está de dieta. Não é o meu caso, claro.
 - Guilherme, Tanara. Guilherme! - me corrigiu, com um sorrisinho. Eu fui uma boa companhia, vai? Me permiti rir. Conseguia desvendar um pouco do que se passava por trás dos seus ombros caídos. Ele não era capaz de achar uma resposta para eu ter escolhido passar o aniversário todo ao seu lado. Eu era uma mulher e ele um mero menino. No mínimo, esquisito. - Eu também gostei, você é legal.

Já tinha me despedido dos donos da festa, ou seja, só faltava ele.

 - Ah, obrigada. Se servir como elogio, você não é um aborrecente. Agora eu preciso ir. Se cuida, hein?
 - Espera! Você parece muito com alguém que eu não tô lembrando...
 - Acho que é impressão sua! Foi um prazer, João. - sorri por fim e lhe dei as costas.

Élton perguntou como havia sido a festa e eu poupei saliva na resposta. Fiquei admirada demais, talvez até um um pouco perplexa.

3ª pessoa POV's.

Tanara foi embora e João Guilherme ficou com seus pensamentos à mil. A suspeita dela estava certíssima: "por que essa mulher veio conversar comigo?"

Somente no caminho de casa, Livia decidiu expor sua curiosidade sobre o que os dois irmãos tanto conversaram.

 - Fez amizade com a minha colega, Gui? - iniciou o assunto, fingindo desentendimento.
 - A tal Tanara? - falou concentrado no celular.
 - Ê, garotão! Arrasando os corações das gatinhas? - Gustavo descontraiu.
 - Gustavo! - Livia o repreendeu e João Guilherme riu, prestes a acabar com as expectativas do padrinho.
 - Ela é gata mesmo. E bem estranha. - torceu a boca, bloqueando seu aparelho móvel. - Parece que eu já vi o rosto dela em algum lugar.
 - O que conversaram, afinal? - Gustavo disse.
 - Nada demais. - encarou a janela escura do carro, que não liberava nenhuma paisagem da rua. - Ela disse que é casada. Novinha!
 - Sim, ela é. - Livia sorri, um pouco ansiosa para a reação do menino. - E você, gostou dela?
 - Batemos um papo maneiro. Só não entendi, mas né... - desbloqueou o celular, abrindo algum aplicativo aleatório.

O assunto foi superficial e logo encerrado. As crianças cansadas cochilavam no carro e mesmo nesse estado, João Guilherme martelava Tanara na mente; não cortava sua própria desconfiança.

Cismou com o rosto da baixinha. Um fato: quando o garoto colocava algo na cabeça, era difícil de se tirar.

João Guilherme já havia visto-a, sim! E comemorou quando descobriu que sempre esteve certo. Depois de trocar de roupa, escovar os dentes e jogar-se na cama, buscou pelo seu grande amigo. Não tão interessado nos seus joguinhos instalados, abriu seu Instagram.

     C o m o           u m a         b e n ç ã o,

de repente, a fisionomia de Tanara estampou a tela do seu iPhone.

luansantana Boraaaa Rio! Hoje e amanhã é com nois ✌🏼 @tataccioly



 - Bom dia, meu amor. - Livia cumprimenta o afilhado, que chega na cozinha coçando os olhos.
 - Bom dia, madrinha. - ele responde, meio sonolento. Beija o rosto de Livia e senta-se, enquanto a madrinha começa a servir seu café da manhã. Ela cuidava maravilhosamente bem do menino, isso era incontestável. João Guilherme falou o que preferia para saborear logo cedo e não comentou sobre sua descoberta da noite anterior. Portanto, sobrou para Livia.

 - Cadê o padrinho e a Jú?
 - Foram no mercado. Queriam te chamar mas eu não deixei. Dormiu muito, hein, mocinho?
 - Hoje é domingo, eu posso. - deu de ombros e Livia negou, com os olhos semicerrados.
 - O trabalho pra amanhã, fez?
 - Uhum.
 - Tá estudando? As provas já vão começar. Quero notas ótimas, está ouvindo?
 - Tô, pode deixar. - ele confiava no seu próprio potencial. - E depois das provas vêm finalmente as férias... - sorriu, como quem desejava muito aquilo.
 - Gui, ainda sobre ontem, minha colega, a Tanara...
 - Hum? - usou um olhar mais atencioso.
 - O que você achou dela?
 - Já falei, madrinha. Por que de novo essa pergunta?
 - Sabe como eu conheci a Tanara? - João Guilherme olhou-a completamente desentendido. Obviamente, ele não fazia a mínima ideia. Não queria interroga-lá sobre Tanara ser esposa de um grande cantor; então, preferia que a iniciativa partisse dela. - Eu conheci ela através do seu pai. - era cautelosa.
 - Meu pai?
 - Sim. Você descobriu com quem ela parece?
 - Descobri.
 - Descobriu? - Livia arregalou os olhos.
 - Aham. Ela é namorada do Luan. Conversei a noite toda com ela, cara. - riu, impressionado com a coincidência. - O que meu pai tem a ver com ela?
 - Ah, namorada do Luan... - sorriu, sem graça e um pouco aliviada.
 - A senhora tá estranha! - o menino estava impaciente. 
 - Ela realmente é namorada dele.
 - Ela disse pra mim que era casada e agora eu não entendo. Luan não casou ainda, por que ela mentiu? - era muito fã.
 - Não acho que ela iria mentir.
 - Ela nem tocou no nome dele! Por isso ela foi pra festa da Jú, né? Ontem ele teve show aqui e hoje vai ter outro. - entortou a boca. João Guilherme teve muita vontade de ir em um dos shows desse final de semana e foi atrapalhado pelos padrinhos. Havia o aniversário de Júlia e na segunda, aula.
 - Não. Ela não veio por esse motivo!
 - Não? - franziu a testa.
 - O motivo foi você.
 - Eu?
 - Lembra quando eu te contei sobre a sua irmã?
 - Que meu pai se afastou e nunca tivemos contato?
 - Exato. Essa irmã é a Tanara! - desatou o nó da garganta. 

Tanara's POV.

Meu marido esperou chegarmos no hotel para perguntar como havia sido o aniversário de Júlia. Ele estava curioso e logicamente percebeu que eu estava, pelo menos, um pouco diferente.

 - Ele é tão lindinho, amor. - ria, tirando meus sapatos. - Conversamos bastante!
 - Mas você não citou o fato de serem irmãos?
 - Achei melhor não. Fiquei meio receosa, entende? É um assunto tão delicado! Muita coisa acontecendo de repente na vida do garoto.
 - Você gostou dele?
 - Eu gostei. Ele é inteligente, maduro...
 - E agora? Quando você vai querer contar a verdade?
 - Ai, meu bem, eu não sei. Tô com medo!
 - Quando você não tá com medo? - se aproximou por trás, pegando meus cabelos e cheirando meu pescoço.
 - Não é fácil, vai?
 - Só estou dizendo que estranho seria se você não estivesse com medo e fosse mais pratica.
 - Não posso ser rápida!
 - Claro que pode, Tatá! Talvez ele tenha gostado de você e quem sabe, prefira não esperar para te ganhar logo como irmã. - deu de ombros, mordendo minha orelha.
 - Loli, eu tive uma imagem diferente do que imaginava.
 - O quê?
 - Eu senti ele meio carente de família!
 - Tatá, ele acabou de perder o pai, é super normal...
 - Não, amor. Eu vi ele deslocado, sabe? Ficamos numa mesa sozinhos! Ele não quis participar das fotos com os padrinhos, disse que não fazia parte...
 - Ele só está confuso, amor. Tá tudo muito recente, conturbado, a postura dele vai mudar.
 - Você acha?
 - Tenho quase certeza. - virou-me e selou meus lábios.
 - Carol disse que amanhã vai dar uma festa e exigiu nossa presença. Eu não confirmei! Amanhã você também tem show, pode ficar cansado.
 - Não tenho idade pra ficar cansado sempre, né, Tatá? Tô acostumado com a minha rotina, meus shows...
 - Mas voltou a malhar agora e desde que nos reencontramos, ficava reclamando.
 - Justamente, uai. Eu voltei a treinar, tô melhor quanto ao pique! Mesmo não gostando muito dessas festas, se você quiser, a gente vai.
 - Eu quero. - beijei seu olho. - Mas tem que ver se dá tempo...
 - Deve dar! O show não vai acabar tão tarde.
 - Ok, então. - sorri, enquanto ele se debruçava sobre mim.

No domingo acordei primeiro que meu amor. Já não era tão cedo e por esse fato, Loli acordou em seguida. Comemos na vista belíssima que o nosso quarto nos proporcionava. Como uma boa blogueirinha, não podia desperdiçar aquele cenário.

tataccioly Bom dia, Rio de Janeiro! 💆🏻🌤💕


lunara Meus nenéns hoje mais cedo no shopping. 😍💸  Vão passar esse final de semana no Rio, o cantor tem dois shows! 💃🏻 Roubei do paparazzi, sim! 😌 @luansantana @tataccioly 



lausantanareal Ela ama essas meninas e a mamãe fica toda boba!!! 👧🏼 A preferida dela é a Camila e resolvemos brincar de inspiração hahahahaha @camila_cabello #fifthharmony ❤ 



Curti as duas postagens. Estava atualizando minhas redes sociais enquanto Luan tomava banho. Nossos planos para o dia era somente muita preguiça! Antes de largar meu celular, eu fui surpreendida com uma ligação.

 - Oi, Livia. Bom dia!
 - Bom dia, Tanara! Desculpa te incomodar... Acordei você?
 - Não, claro que não. Já está tarde, faz tempo que eu acordei.
 - Ah, sim. Então, eu queria saber se você gostou da festa da minha filha... Não te dei muita atenção porque não queria atrapalhar sua conversa com meu afilhado.
 - Eu amei, nem se preocupe.
 - Ahn, que ótimo!
 - João Guilherme contou o que conversamos? Olha, foi algo super saudável!
 - Não entrou em detalhes, mas, eu...
 - Você?
 - Tomei a liberdade de contar a verdade! Não quero que fique magoada, achei que fosse o melhor. Agora ele sabe que vocês são irmãos!
 - Ai, meu Deus. - respirei fundo. - Como ele reagiu?
 - Bem! Ele não achou seu rosto estranho, até pensei que fosse pela semelhança do parentesco...
 - Não era?
 - Não. Ele gosta do seu marido! Chegou em casa, viu uma foto de vocês e descobriu que minha colega é namorada do Luan Santana. Ninguém sabe que vocês casaram, não é?
 - Sim, sim, ninguém sabe. O que ele disse? - ansiedade me dominou.
 - Foi muito tranquilo! Já tinha gostado de você, quando soube que era a irmã então... É complicado de se falar assim, Tanara. Ele não expressa muitas emoções, é mais discreto.
 - Eu percebi.
 - Resumindo! Eu tomei muito cuidado, conversamos com calma e... acabei perguntando se ele gostaria de te ver novamente. Agora, como irmã. Você vai passar o domingo aqui no Rio, não vai?
 - Vou, vou! Ele quer me ver? - indaguei boquiaberta.
 - Quer. Um passeio hoje à tarde, quem sabe? Talvez você não esteja preparada, não se sinta confortável, só que... Enfim, eu disse a ele que iria te perguntar. Você aceita?


Olá, meus amores! Tudo bem? 🙅🏻 Acho que muitas não estão no grupo, então vou explicar minha demora: eu estava internada. Segunda-feira passada passei mal e fui pro hospital. Lá acabei descobrindo uma pneumonia e somente ontem tive alta. Fiz o tratamento certinho, tô bem melhor e vou me cuidar (juro!). Obrigada pelas melhoras, preocupação... Enfim, todas se importaram muito. 💕 Vocês são incríveis, hahahahaha.. 😍 Lá eu não tinha muita coisa pra fazer, então, mesmo só com uma mão, consegui adiantar esse capítulo. O 50 não vai demorar porque agora estou me recuperando em casa e ainda é férias, né? Gostaram? Volto logo! Beijoxxxxx 😘